DIA DO TEATRO – Um texto de trabalho do Hélder Costa
carlosloures
Porquê uma peça sobre o Fundador de Portugal?
Na fase actual da Globalização e do pós-modernismo cujo culto do efémero está a provocar a banalização civilizacional e a extinguir a natural pluralidade de Culturas a nível Mundial, parece –nos útil recordar símbolos e memórias da formação e desenvolvimento da Pátria Portuguesa. É necessário ressalvar que Patriotismo não é Patrioteirismo e muito menos Nacionalismo. Ser Patriota é ser Cosmopolita, Universalista e lutar pelo contacto e miscigenação inter –cultural. Nada a ver com a opressão dos povos da má memória nazi – fascista , nem com Imperialismos disfarçados de acções caritativas e paternalistas. Partindo destes pressupostos, decidimos montar um espectáculo sobre a vida e obra de AFONSO HENRIQUES.
1. Pareceu-me interessante montar um espectáculo que estudasse a figura do nosso primeiro Rei à luz da cultura da sua época e simultaneamente com os olhos, sensibilidade e cultura dos dias de hoje. Fundar um país nesses tempos ( como hoje), implica guerras, crueldade e injustiças humanas. E também esforço e risco por parte de quem invadia terras e tomava castelos, porque nesse tempo os generais iam para a guerra. Dois sinais da personalidade de Afonso Henriques me pareceram de grande importância : a) a recusa em pagar a bula ao Papa para ser considerado legítimo fundador de um novo país. Herculano cita a justificação do Rei ao Cardeal enviado por Roma : “eu lutei em nome de Cristo e tenho as marcas dessa luta no meu corpo” b) a posição contra o massacre dos mouros em Lisboa, no que foi desrespeitado pelos Cruzados invasores. Esta posição de respeito pela outra crença rUm texto de trabalho do Hélder Costa Porquê uma peça sobre o Fundador de Portugal? Na fase actual da Globalização e do pós-modernismo cujoculto do efémero está a provocar a banalização civilizacional e a extinguir a natural pluralidade de Culturas a nível Mundial, parece –nos útil recordar símbolos e memórias da formação e desenvolvimento da Pátria Portuguesa. É necessário ressalvar que Patriotismo não é Patrioteirismo e muito menos Nacionalismo. Ser Patriota é ser Cosmopolita, Universalista e lutar pelo contacto e miscigenação inter –cultural. Nada a ver com a opressão dos povos da má memória nazi – fascista , nem com Imperialismos disfarçados de acções caritativas e paternalistas. Partindo destes pressupostos, decidimos montar um espectáculo sobre a vida e obra de AFONSO HENRIQUES.
1. Pareceu-me interessante montar um espectáculo que estudasse a figura do nosso primeiro Rei à luz da cultura da sua época e simultaneamente com os olhos, sensibilidade e cultura dos dias de hoje. Fundar um país nesses tempos (como hoje), implica guerras, crueldade e injustiças humanas. E também esforço e risco por parte de quem invadia terras e tomava castelos, porque nesse tempo os generais iam para a guerra. Dois sinais da personalidade de Afonso Henriques me pareceram de grande importância : a) a recusa em pagar a bula ao Papa para ser considerado legítimo fundador de um novo país. Herculano cita a justificação do Rei ao Cardeal enviado por Roma : “eu lutei em nome de Cristo e tenho as marcas dessa luta no meu corpo” b) a posição contra o massacre dos mouros em Lisboa, no que foi desrespeitado pelos Cruzados invasores. Esta posição de respeito pela outra crença religiosa foi seguida por concessões de terras para essas populações na zona entre Almada e Setúbal e foi o conselho mais importante que deixou ao seu filho D. Sancho. Que, para ser “O Povoador” teve, com certeza, de chamar várias raças e populações de outros condados, feudos, os mais longínquas terras. Esta marca moderna de pluralismo cultural é de grande relevância para o actual debate entre civilizações e culturas . Seria um contributo válido para se compreender socialmente a Cultura e culturalmente a Sociedade.
2. O espectáculo terá a participação da equipa permanente de técnicos e actores de A BARRACA, com texto e encenação de Hélder Costa e figurinos de Maria do Céu Guerra. Junta –se a esta equipa – base um grupo de 20 alunos da Escola IDS que tem a direcção artística de A BARRACA, na linha de trabalho que sempre tem seguido de participação e desenvolvimento em acções sociais e teatro Universitário e Associativo.
3. A estreia está prevista para o dia 25 de Abril de 2015 eligiosa foi seguida por concessões de terras para essas populações na zona entre Almada e Setúbal e foi o conselho mais importante que deixou ao seu filho D. Sancho. Que, para ser “O Povoador” teve, com certeza, de chamar várias raças e populações de outros condados, feudos, os mais longínquas terras. Esta marca moderna de pluralismo cultural é de grande relevância para o actual debate entre civilizações e culturas . Seria um contributo válido para se compreender socialmente a Cultura e culturalmente a Sociedade.
A estreia está prevista para o dia 25 de Abril de 2015