
É difícil não os insultar.
Quando eram os amigos do PPE, ou do PSE, enfim quando era “famiglia” havia permissividade e compreensão – e um olhar para o lado para os desmandos e os gastos. A população bem podia empobrecer, os “seus” continuavam a engordar e a encomendar-lhes pequenos e grandes luxos.
Agora deixar que uns pobretanas decidam do seu governo e que este procure formas de atingir as metas – já de si discutíveis – respeitando promessas e convicções isso é que nem pensar. Os gregos têm de pagar caro o voto – e servir de exemplo para que outros não se atrevam.
A troika quer enterrá-los; mas não contava que os radicais mantivessem a calma, a iniciativa e a resistência.
Era bom que, por uma vez, fosse diferente, cá como lá, que a voz e a vontade das pessoas contasse e que fosse como dizia o slogan “ousar lutar, ousar vencer”.
Que a força os acompanhe.

