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LIDERANÇA DA BANCADA DO PT NA CÂMARA DOS DEPUTADOS – Alimento, caro e envenenado – por Gerson Teixeira III

Selecção de Júlio Marques Mota

LIDERANÇA DA BANCADA DO PT NA CÂMARA DOS DEPUTADOS

Alimento, caro e envenenado

Responsável – Gerson Teixeira
Assessor da Bancada
Brasília, julho de 2016

(conclusão)

Glossário

Acefato – inseticida organofosforado foliar, penetrante, com a atividade por contato e ingestão, e alguma ação sistêmica. A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos classificou o acefato como possível cancerígeno humano.

Aflatoxinas – são substâncias venenosas e cancerígenas produzidas por espécies do fungo Aspergillus, que crescem no solo, na vegetação em decomposição lá, e grãos. As crianças são particularmente afetadas pela exposição a aflatoxinas, que leva ao crescimento atrofiado, atraso no desenvolvimento, lesão hepática e câncer de fígado.

Bifentrin – inseticida piretróide sintético eficaz no controle de cupins de madeira seca e subterrâneos, baratas, moscas, mosquitos e formigas. Extremamente perigoso para organismos aquáticos. Existem riscos potenciais para aves e mamíferos que se alimentam de organismos aquáticos, porque bifentrina pode durar muito tempo no ambiente e pode se acumular nos peixes. Bifentrina é altamente tóxico para os peixes e organismos aquáticos pequenas. É também altamente tóxico para as abelhas.

Carbemdazim – fungicida de amplo espectro. Em alguns países o uso do produto é autorizado apenas em campos de golfe, campos de ténis, etc. No Brasil tem uso autorizado em cereais e frutas. O uso do carbendazim é associado, por exemplo, a doenças de pele, problemas no fígado, diminuição da produção de espermatozoides, infertilidade, malformações fetais, distúrbios hormonais e câncer. Por isso, o veneno é proibido nos EUA e em países da Europa. Em 2012, o FDA proibiu a entrada nos EUA do suco congelado e concentrado do Brasil por conter resíduo do carbendazim. Aqui estamos usando na alface!!!!. Desde 2013 o MPF tenta proibir o uso desse veneno no Brasil.

Carbofurano – um dos inseticidas do grupo dos carbamatos, dos mais tóxicos. Usado no controle de insetos em uma grande diversidade de cultivos. E sistêmico, ou seja, é absorvido pelas raízes e daí se distribui por todos os órgãos das plantas com grande concentração nos frutos. Classificado como altamente tóxico pela OMS e pela agência de risco dos EUA, e como disruptor endócrino pela União Europeia. É proibido na Europa e na Califórnia. As notas técnicas divulgadas pela Anvisa recomendam a
proibição do Carbofurano.

Ciproconaxol I e II – inseticida + fungicida sistêmico. Produto altamente móvel, apresentando alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir principalmente em águas subterrâneas. Doses letais de Ciproconazol apresentam indicações de danos tóxicos ao fígado, rins, estômago, intestinos e pulmões.

Clorpirifós – inseticida organofosforado utilizado para controlar vários tipos de pragas. Sessenta marcas com esse ingrediente ativo estão com vendas proibidas no Brasil. O Clorpirifós é um inseticida largamente utilizado em ambientes domésticos, mesmo sendo considerado de alto risco à saúde, levando a problemas
no sistema nervoso e a déficits de função cognitiva. A Anvisa reavaliou o Clorpirifós concluindo que as intoxicações podem provocar distúrbios cerebrais e no desenvolvimento de crianças. com potencial de toxicidade aguda em maiores quantidades, e efeitos neurológicos no feto e crianças, Segundo a agência ambiental dos EUA, há uma correlação entre a exposição pré-natal ao clorpirifos e menor peso e menor circunferência da cabeça no nascer. Envenenamento por clorpirifos foi descrito por cientistas da Nova Zelândia como a causa da morte de vários turistas na Tailândia.Deltamterina – inseticida, piretróide sintético, é dos mais utilizados no mundo. É altamente tóxico para os organismos aquáticos, especialmente peixes, e, portanto, deve ser usado com extremo cuidado em torno da água. Embora geralmente considerada segura, a substância é neurotóxica para os seres humanos. Deltametrina é capaz de passar da pele de uma mulher através de seu sangue e em seu leite
materno.

Diclorvós ou DDVP – inseticida organofosforado muito utilizado como pesticida por causa de seu efeito knock down que provoca paralisação imediata e morte do inseto. É usado no combate às ‘bicheiras’ de animais (Controle dos ectoparasitas externos dos bovinos). Uma vez que é um inibidor da acetilcolinesterase, Sintomas de exposição ao produto incluem fraqueza, dor de cabeça, sensação de aperto no peito, visão turva, salivação, sudorese, náuseas, vómitos, diarreia, cólicas abdominais, irritação dos olhos e da pele, dor nos olhos, corrimento nasal, respiração ofegante, laringoespasmo, cianose, anorexia, fasciculação muscular, paralisia, tonturas, ataxia, convulsões, hipotensão (pressão arterial baixa), e arritmias cardíacas.

Diethanolamina – substância utilizada numa série de produtos, tais como champôs, cosméticos, e produtos farmacêuticos. Existe pouca informação sobre os efeitos na saúde humana. Exposição aguda por inalação pode resultar em irritação do nariz e da garganta, e exposição cutânea pode irritar a pele. Nos estudos em animais foram relatados efeitos sobre o fígado, os rins, sangue e sistema nervoso central (SNC). Difenoconazole é um fungicida sistêmico que causa alteração no fígado e considerado cancerígeno humano pela EPA, com base no aumento significativo de carcinomas e adenomas do fígado em camundongos.

Dimetoato – inseticida e acaricida organofosforado sistêmico. Trata-se de veneno muito perigoso ao meio  ambiente; altamente móvel, com alto potencial de deslocamento no solo, podendo atingir principalmente águas subterrâneas. É altamente tóxico para microcrustáceos; para aves; abelhas; e obviamente, para  humanos. O dimetoato é neurotóxico, prejudicial aos seres humanos por ingestão, inalação e contacto  com a pele. A sua toxicidade é expressa no sistema nervoso central e no sistema nervoso simpático.

Espiromesifeno – inseticida e acaricida de contato e ingestão do grupo cetoenol. É considerado altamente tóxico para organismos aquáticos, e altamente persistente no meio ambiente.

Famoxadona – Fungicida dos grupos químicos oxazolidinadionas (Famoxadona) e alquilenobis / dimetilditiocarbamatos (Mancozebe). É considerado altamente tóxico para microorganismos do solo e  organismos aquáticos; portanto, de grande amaça de contaminação de cursos de água, esgoto e subsolo

Fenpropatrina – insecticida piretróide usado em culturas, plantas de jardim, animais e seres humanos diretamente. Os piretróides são um grupo de pesticidas predominantemente artificiais desenvolvidos para controlar populações de insetos pragas. Este grupo surgiu como uma tentativa de imitação dos efeitos de inseticidas de piretrinas naturais obtidos de crisântemo. Ao contrário de organoclorados, organofosforados e carbamatos, não há muitos casos de resistência a insetos aos piretróides.

Fenitrotiona – Inseticida organofosforado de toxicidade moderada para mamíferos, usado para o controle de insetos em algumas culturas e em grãos armazenados. Fenitrotiona é extremamente tóxico para as abelhas e altamente tóxico para os não-alvo artrópodes. Produto que atravessa a barreira hematoencefálica e penetra no sistema nervoso central provocando sérios transtornos por intoxicação, que podem levar à morte.

Fosfomete – inseticida organofosforado. Foi reclassificado pela Anvisa para a categoria extremamente tóxico e impôs restrições do uso do produto no Brasil pela sua periculosidade para a saúde humana.

Imidaclopido – insecticida sistémica que atua como uma neurotoxina de insecto e pertence a uma classede produtos químicos chamados os neonicotinóides. A partir de 1999, Imidaclopido foi o inseticida maisutilizado no mundo. Pesquisas recentes sugerem que o uso agrícola generalizado desse inseticida pode estar contribuindo para o colapso das colónias de abelhas produtoras de mel na Europa e América do Norte observada desde 2006. Como resultado, vários países têm restringido o uso do produto.
Lambda- inseticida pertence à classe química piretróide. É altamente tóxico para as abelhas, toxicidade baixa em aves, e muito tóxico para os peixes. Nos mamíferos, lambda é considerado moderadamente tóxico. O EPA recomenda que pessoas com doenças respiratórias ou de pele devem evitar qualquer
contato com lambda.

Linuron – herbicida com efeitos em pré e pós emergência que age inibindo a fotossíntese nas plantas alvo de plantas daninhas. Ele é indicado para uso em soja, algodão, batata, milho, feijão, ervilha e trigo. Vem sendo usado na alface originária do RJ. O produto é classificado pela EPA (Agência Ambiental do EUA) como cancerígeno humano.

Lufenuron – inseticida, acaricida e vermífugo – medicação de controle de pulgas veterinária pesticida benzoilureia, inibe a produção de quitina em insetos. Lufenuron também é usado para combater infecções por fungos. É vendido como um pesticida agrícola para uso contra lepidópteros, ácaros, sendo um antifúngico eficaz em plantas.

Malathiona – é um inseticida organofosforado, relativamente de baixa toxicidade humana. No entanto, a exposição aguda provoca irritação cutânea e ocular, cólicas, náuseas, diarréia, sudorese excessiva, convulsões e até a morte.

Metalaxil – fungicida sistémico e de contacto. Muito tóxico para os organismos aquáticos com efeitos duradouros. Classificação toxicológica: Classe II. Pesquisas revelam efeitos em células hepáticas, constatando-se o aumento do peso do fígado.

Metamidofós – inseticida que tem causado a morte de trabalhadores rurais por hemorragias e suicídios.As formulações de metamidofós foram todas enquadradas pela ANVISA nas Classes toxicológicas I ou II (extremamente e altamente tóxicas). Em 2007 a Anvisa indeferiu o pedido de registro feito pela Syngenta mas em seguida voltou atrás a pedido do MAPA para combater a praga Helicoverpa armigera que infestou a produção de algodão e soja. Isto, apesar dos alertas dos estudos científicos internacionais sobre os perigos da susbtância.

Metidationa – Inseticida de contato e ingestão do grupo químico organofosforado. Classificação toxicológica II (altamente tóxico). Muito tóxico para organismos aquáticos, e muito perigoso ao meioambiente..

Metomil – inseticida do grupo dos carbamatos utilizado no combate a pragas em diversos tipos de lavouras. Sua forma de ação é através da inibição da enzima acetilcolinesterase. Perigoso para as abelhas. Muito tóxico para organismos aquáticos.

Pirimetanil – fungicida com baixa mobilidade com potencial moderado de bioconcentração em organismos aquáticos.

Pirimifós Metílico – Inseticida orgnofosforado de baixa toxicidade, considerado de alta eficácia no combate à resistência cruzada de insetos. Pode causar a inibição da colinesterase em seres humanos, levando a náuseas, tonturas, confusão, e em exposições muito elevadas (por exemplo, acidentes graves ou
derrames), paralisia respiratória e morte.

Propargite – acaricida especifico com ação ovicida do grupo químico Sulfito de áquila. As referências de ação tóxica do Propargite para o homem, consultadas, citam-no como produtor de manifestações irritativas para a pele e mucosas; complementando, a substância não é bioacumulativa. Em doses altas podem ocorrer nos seres humanos mal estar, fadiga, tontura, tremores, cefaléia, náuseas, vômitos e dores abdominais. Podem também acarretar lesões no fígado e rins Tebuconazol – fungicida listado como um possível agente cancerígeno nos Estados Unidos pela Agência de Proteção Ambiental. Devido ao potencial para efeitos de desregulação endócrina, tebuconazole foi
avaliada pela Agência Sueca de Produtos Químicos para ser retirado do mercado pelo regulamento da UE. Também usado como conservante de madeira.

Triethanolamine – produto químico utilizado como ingrediente para balancear o pH em preparações cosméticas, de higiene e até em produtos de limpeza. Entre os produtos cosméticos e de higiene no qual é usado inclui-se loções para a pele, géis para os olhos, hidratantes, xampus, espumas para barbear, etc

Tiofanato metílico – fungicida sistêmico, extremamente tóxico, muito perigoso ao meio ambiente. Tanto o Tiofanato Metílico, quanto o seu metabólito terminal Carbendazim, apresentam toxicidade hepática. A tireoide também é um órgão-alvo para o Tiofanato Metílico.

Trifloxistobina – fungicida sistémico, considerado extremamente perigoso para organismos aquáticos aoponto de os próprios fabricantes recomendarem a não utilização do produto em terrenos agrícolas adjacentes a cursos de água.

Triflumuron – Inseticida fisiológico, inibidor da síntese de quitina, pertencente ao grupo benzoiluréia, considerado pouco tóxico (IV), porém muito perigoso para as abelhas. Utilizado para proteger contra uma variedade de pragas de insectos. É também usado como um tratamento ecoparasitico em medicina veterinária. Muito tóxico para organismos aquáticos.

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