Seleção e tradução de Francisco Tavares
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Quase Conseguem o Esquecimento Total de Pico Reja. Entrevista a Juanma Guijo, arqueólogo da fossa franquista de Sevilha
O investigador e corresponsável da exumação de uma das maiores valas abertas na Europa, na qual foram documentados 1.786 assassinatos, faz o balanço de três anos de trabalho nesta entrevista com o “Público”, que culminaram a semana passada e destaparam um horror muito maior do que se pensava: “A terra falou”.
Por Raúl Bocanegra
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Esta semana, Sevilha prestou homenagem às 1.786 vítimas da repressão de Franco, que foram exumadas de uma das maiores valas comuns abertas na Europa, a de Pico Reja, de acordo com a Sociedade Científica Aranzadi. A vala comum superou todas as previsões do horror e “a terra falou“, assegura nesta entrevista ao Público Juanma Guijo, arqueólogo e co-responsável pelos trabalhos que, segundo as famílias e associações memoriais, geralmente muito críticas, foi exemplar, devido à sua transparência e ao acolhimento dado aos filhos e netos, após mais de 80 anos de medo, abandono e incompreensão.
“Quase conseguem o esquecimento total de Pico Reja devido à forma como foi gerido. A fossa é um enorme espaço de esquecimento. Não há uma única pessoa que tenha um marcador, um nome, algo para se lembrar de uma pessoa específica. Não há nenhuma lápide, nada. São todos enterramentos anónimos. É o produto da Espanha daquela época, de 1936, dos anos 40“, diz ele, com uma voz suave, sentado num banco no cemitério de Sevilha, na quinta-feira.
“É o retrato perfeito“, continua, num relato arrepiante, “de vítimas, não apenas no sentido de assassínio, mas de vítimas que morrem de fome, de doença, de abandono. É um espaço de abandono, onde o lixo é despejado. As vítimas convivem com lixo, com pernas amputadas dos hospitais, com os restos de resíduos de caixões, com os restos de ossos de animais que foram comidos, todo esse tipo de coisas, resíduos de material de construção também, é um enorme depósito de lixo nas traseiras do cemitério. Ou é intencional para fazer desaparecer as provas… mas penso que é pura indiferença: consegue-se o esquecimento. Penso que, neste caso, a indiferença é ainda pior do que a tentativa de ocultar“.
Esta vala comum é a mais complexa em que já trabalhou?
Nunca tivemos uma vala comum com esta complexidade à nossa frente. Não devemos esquecer que Sevilha foi o primeiro lugar onde o golpe de Estado aconteceu. Estava tudo planeado, os massacres, os assassinatos. Isto é feito em Sevilha pela primeira vez. É claro que as vítimas têm de ser separadas em espaços que não sejam locais de enterro normalizados. Por outras palavras, têm de ser escondidas, não podem ficar no mesmo lugar. Aqui não há o menor escrúpulo aos enterros em massa de pessoas que foram fuziladas, de pessoas que morreram na prisão. Também não há qualquer receio de perpetuar o uso de locais de enterro. Este é o traço distintivo da fossa de Sevilha. É também o elemento distintivo e sádico. É, de certa forma, mais uma prova dos crimes, do desprezo pelas pessoas que ali estão enterradas.
Depois, permitiu-se o uso da vala para enterrar pessoas que morreram de outras causas, fome, doenças na terrível Espanha dos anos 40. Não há nenhum escrúpulo em remover os depósitos de vítimas que ainda não perderam os tecidos, que não completaram o processo de esqueletização. Então como fazer se não há espaço para ataúdes? Pois bem, empilham os ossos e empilham-nos em cima de todos os sujeitos, que espera-se que permaneçam intactos ou parcialmente intactos. Assim, encontramos vítimas às quais lhes falta partes do corpo, crânios em falta, pernas em falta, etc. E isto acontece em muitos, muitos casos, há muitas, muitas fossas alteradas, há também fossas intactas, mas este procedimento é perpetuado até ao final da década de 1930 e a grande parte da década de 1940.
Foram encontrados 10.000 corpos e conseguiu-se identificar 1.786 vítimas da repressão. Correcto?
A complexidade começou quando nos apercebemos que os números iniciais, que eram 850 vítimas e 253 pessoas ligadas à actividade funerária normal, pessoas que vinham de hospitais, crianças… Nos primeiros meses, revelou-se que não era assim. A terra falou realmente. As primeiras estimativas que começámos a fazer alguns meses depois de termos começado foram chocantes e foram um duro golpe porque alteraram toda a estratégia metodológica, todos os planos, todo o cronograma. Obviamente, os carrascos não vão deixar uma pista perfeita de papel para que o rasto seja encontrado. Compreendemos isso: claro, é muito difícil ter conseguido um processo de documentação total de todos os enterramentos quando, além disso, não se põem os nomes, são inscrições em branco. Foi necessário fazer um cálculo de cubicagem. Sabendo quais são as dimensões aproximadas de um corpo humano, uma simples operação matemática disse-nos que se a fossa tivesse quatro metros de comprimento, poderia haver até 40.000 pessoas. Felizmente, a fossa tinha apenas dois metros e os cálculos eram de cerca de 20.000 pessoas. Por sorte, também havia muitos espaços vazios. Não era um vazio horrível cheio de ossos, felizmente para nós. E no final ficámos com essa cifra de 10.076 pessoas.
E como foram identificadas?
Tudo tinha de ser comprovado, que um crânio solto num ossuário não tinha sido atingido por um projéctil. Por outras palavras, todos os ataúdes tiveram de ser verificados, cerca de 6.000 ataúdes e 3.000 pessoas que tinham sido encontradas no chão. Fizemos a revisão das vítimas em ataúdes, aparecem fracturas. Há pessoas que foram espancadas até à morte, fracturas brutais. Não têm impactos, têm golpes em diferentes áreas do esqueleto. E depois há as vítimas das fossas alteradas. Os restos que provêm de transferências do exterior das fossas são atirados para lá como lixo. Depois temos vítimas soltas, que aparecem de cara para baixo em quase 80% dos casos. É uma forma de as enviar para o inferno ou talvez também aquele sentimento de cobardia de não ver pessoas conhecidas, nisto pode ser um pouco de tudo, de não ver os seus rostos. Para além disso, há as evidências do impacto de projécteis. Vê-se pequenos pedaços de crânio. É um sofrimento. Há sempre o pequeno círculo, o bisel, o buraco com um bisel de entrada ou de saída, o que quer que seja. E por vezes há fracturas perimortem [antes da morte], e até sujeitos que estão amarrados.
Trabalhar numa escavação mais antiga tem alguma coisa a ver com a exumação de uma fossa como esta?
Exumar uma fossa nunca pode ser arqueologia. Não pode ser. Uma coisa é usar métodos e técnicas arqueológicas, e também são usadas técnicas forenses, mas nunca pode ser equiparada a património. Isto tem de ser colocado ao nível dos direitos humanos, tem de ter a sua própria identidade. É também necessário imprimir um ritmo diferente da investigação sobre o património, da actividade académica. Temos de ser rigorosos, mas temos de agir com um elevado nível de intensidade, porque os poucos filhos e filhas que restam estão a morrer. E se eles acabarem por desaparecer, embora seja verdade que isto não deveria prescrever, mas se nada tiver sido conseguido judicialmente enquanto os filhos e netos ainda estiverem vivos, quando desaparecerem, as coisas podem mudar para melhor, mas também podem mudar para pior e depois tornam-se lixo funerário.
Quase se conseguiu o esquecimento total de Pico Reja devido à forma como tem sido gerido. A fossa é um enorme espaço de esquecimento. Não há uma única pessoa com um marcador, um nome, algo para recordar uma pessoa específica. Não há nenhuma lápide, nada. São todos enterramentos anónimos. É o produto da Espanha daquela época, de 1936, dos anos 40. É o retrato perfeito das vítimas, não apenas no sentido de assassinato, mas de vítimas que morrem de fome, de doença, de abandono. É um espaço de abandono, onde lixo é despejado. As vítimas convivem com lixo, com pernas amputadas dos hospitais, com os restos de resíduos de ataúdes, com os restos de ossos de animais que foram comidos, todo esse tipo de coisas, resíduos de material de construção também, é um enorme depósito de lixo atrás do cemitério. Ou é intencional para fazer desaparecer as provas… mas penso que é pura indiferença: consegue-se o esquecimento. Penso que, neste caso, a indiferença é ainda pior do que a tentativa de esconder.
As famílias das vítimas puderam vir sempre que quiseram. Como foi trabalhar com elas lá? Acha que há vítimas em Espanha que foram tratadas pior do que as do regime de Franco? Primeiro o assassinato em si, depois o silêncio da família durante 40 anos de ditadura, depois a incompreensão, insensibilidade e indiferença durante o período democrático.
Penso que não há dúvidas quanto a isso. Ao longo de todo o processo de intervenção, tentámos dar uma explicação didáctica. No final da década de 1930, início da década de 1940, foi posto em marcha pelo regime de Franco um processo de recuperação de fossas, de exumação de fossas. Foi publicado no BOE em Maio de 1940. Os parentes de pessoas que tinham desaparecido foram convidados a apresentar-se porque o Estado iria empreender um processo de exumação para as recuperar. Mas eles são pessoas do lado de Franco, digamos. E empreende-se um processo de intervenção e homenagem e dignificação, mas a maioria das vítimas são esquecidas. Quando a fossa é aberta, deve ser sempre vista como uma questão de direitos humanos. Sou contra a politização porque, assim que é politizada, a luta política torna-se mais importante do que a vítima e a justiça.
Assim, ao longo de toda esta intervenção, tivemos claro que o foco de todo o nosso trabalho eram eles, aqueles que ainda estão vivos. Os filhos, filhas, netos, netas e colectivos que lutam há décadas e décadas para tentar chegar o mais perto possível da verdade, da justiça e da reparação. E isto tivemos sempre presente desde o primeiro dia até ao último. Sim ou sim. Não há outra opção. Aqueles que vieram às sepulturas quando a escavação estava em andamento não podem dizer que partiram de mãos vazias. Todos foram atendidos, foram organizadas visitas de escolas e colégios, juntamente com a Câmara Municipal. Foi levada a cabo uma tarefa de divulgação e educação, mas sem sectarismo: expondo a verdade crua. A equipa técnica teve de ser suficientemente imparcial para dizer se há ou não vítimas e de forma racional. Não pode ser dizer: há um esqueleto, é uma vítima. Não. Não é assim.
Está tudo recolhido em relatórios? Poderiam os relatórios ser utilizados como prova?
Foram elaborados 37 relatórios científicos. Um por mês, 37, sobre como estavam a decorrer os trabalhos. Qualquer pessoa pode ter acompanhado a intervenção. E puderam ver como o dinheiro público é utilizado, puderam ver que tipo de provas apareceram e que foram expostas, claramente, sem recorrer a qualquer tipo de intenções mórbidas, respeitando a protecção de dados. As provas foram apresentadas da forma mais clara possível. Não se trata de loucos e loucas das fossas e os sacam para fora. Não. Trata-se de pessoas assassinadas, desaparecimentos forçados. A educação deixou a sociedade espanhola com um deserto, uma ignorância quase total do que foi o franquismo, do que ainda é o franquismo. Não só devido à questão das valas comuns mas também devido à repressão económica, à repressão social, aos confiscos e às sequelas que ainda subsistem a nível da justiça, no mundo académico, na política, claro.
Ángel Rodríguez, cujo pai foi assassinado, o primeiro a colocar os restos mortais no funeral simbólico, tem vindo todas as semanas à fossa, não é verdade?
Ele tem sido o avô da escavação. Ele chegava, ele entrava. Nessa altura, não havia perigo de máquinas nem nada. E havia sempre pessoas que nos observavam, nos visitavam, falavam connosco. E, com o passar do tempo, aproximávamo-nos cada vez mais dele. Houve uma altura em que ele não veio, no Verão, e estávamos preocupados como se ele fosse um parente nosso. Tivemos à nossa frente pessoas que choraram, que nos contaram histórias terríveis e penso que o contacto com estas pessoas nos tornou pessoas ainda melhores. Isso é certo. Tivemos diante de nós exemplos de dignidade, de pessoas que suportaram décadas e décadas de sofrimento e sem poderem contar ou contar apenas à sua família, com a impotência de lhes terem levado o seu pai, o seu irmão, a sua mãe e de nada poderem fazer a esse respeito. E o que podemos dizer sobre as pessoas que têm lutado com investigações, denúncias, os colectivos memorialistas. Eles são outro exemplo. Por outras palavras, sentimos que temos estado constantemente a aprender ao lado destas pessoas. Foi uma experiência maravilhosa de humanidade.
Ainda não existe uma identificação concreta do ADN, pois não? O que se passa em relação a isso?
Foram submetidas cerca de 1.090 amostras e, no total, com as que ainda temos de submeter, será um número exacto de 1.557. Há quase mais 500 a serem submetidas. Sabemos que já viram cerca de 400, mas a verdade é que não é claro para mim. Não está claro para mim se se referem apenas às 300 ou 400 pessoas familiares que forneceram o seu ADN. Não sabemos quanto material antropológico foi analisado.
Já não é esse o seu trabalho?
Esse é o trabalho do laboratório e da Junta. O protocolo de exumações não foi desenvolvido e, portanto, a questão da lei de protecção de dados tem influência, e neste momento não se divulgam os locais onde as vítimas foram identificadas. Conhecemos as que nos dizem respeito e, a partir de discussões com outras pessoas que exumaram, associações, também sabemos que aparecem noutros locais, mas não há publicação nas páginas oficiais onde isto seja acreditado e prestadas contas. Não sabemos realmente se tal se pode dever a uma falta de recursos. Talvez o que seja necessário sejam os meios para se obterem cadeias mais completas de ADN e perguntar ao laboratório exactamente do que precisam. A equipa técnica e as pessoas responsáveis são pessoas que intervieram em contextos de direitos humanos em locais onde os direitos humanos estão em jogo, e penso que são pessoas de garantia absoluta.
Dada a dimensão da exumação, a equipa teve de ser ampliada a meio dos trabalhos de exumação?
A equipa teve de ser ampliada no último ano porque desde o primeiro momento em que vimos o que estava debaixo do solo… Felizmente, a Câmara Municipal teve uma boa relação e uma comunicação fluida, o que é invulgar. Eles sabiam do problema e em meados do segundo ano já estávamos a trabalhar numa proposta para aumentar o subsídio em 20%, porque, claro, tínhamos que obter mil e tantas vítimas e afinal apareceram 10.000. Claro que era claro para nós que não podíamos aproveitar a situação para lançar uma operação especulativa, para procurar lucro. Isso estava fora de questão. Era absolutamente incompatível com o nosso espírito. Assim, dada a situação do que estava debaixo de terra, optámos por esperar até ao último ano, a meio desta intervenção, para ver exactamente o que podíamos fazer nessa altura. Também investimos muito mais intensidade e muitas horas, passámos um total de quase 3.000 horas militantes, poder-se-ia dizer. Sempre foi claro para nós que isto não poderia ser um grande sucesso. Os últimos meses foram tremendos, dias de revolução industrial, mas a equipa parte com a enorme satisfação de tudo ter sido feito. E ainda mais.
Não é frequente as associações de vítimas e familiares falarem bem de uma câmara municipal. A câmara municipal fez o que tinha de ser feito?
Por parte da delegação competente, do Gabinete da Memória e da delegação de participação, não há problema. Pelo contrário, temos de agradecer aos trabalhadores da delegação por muitas instalações, um tratamento maravilhoso. Há outros lugares que não estão à altura porque ninguém sabe o que está a ser feito. Os relatórios científicos mensais foram afixados no website da Câmara Municipal: eram necessários apenas quatro ou cinco minutos para os afixar. Depois, informámos a sociedade civil sobre o que estava a ser feito. Absoluta transparência. Depois, houve um controlo económico brutal, que pensámos ser maravilhoso e genial. Todos os meses tínhamos de apresentar um relatório sobre em que eram gastas as horas, por quem e em que actividade. Isto está por escrito. Isso deixa um registo administrativo, e qualquer representante público, votado, pode solicitá-lo e vê-lo.
Assim, temos transparência e também de alguma forma favorecemos esta participação, este acesso para as famílias. É claro que a questão científica é separada, mas as pessoas puderam participar, dar a sua opinião e obviamente cada um manteve as suas próprias ideias, mas tem havido uma unidade muito importante em torno da intervenção, porque tudo isto foi posto em prática. No final, isto mostra que, naturalmente, é possível fazê-lo. E há outros lugares onde nem sequer se sabe o que lá está. Eles parecem ter um enorme peso nos pés para publicar um relatório, para dizer o que está a ser feito, quanto custou, como os recursos estão a ser utilizados.
Disse no funeral simbólico da semana passada: que a voz das famílias nunca se extingua. O que quis dizer exactamente com isso?
Porque, para o terem conseguido, passaram por anos negros de luta sozinhos e foi a sua insistência nessa luta, nessa exigência, que permitiu à Administração estar plenamente consciente. Tem sido fundamental. Não pode acontecer que uma família, uma associação, um grupo memorialista permaneça em silêncio, deixando uma Câmara Municipal, uma equipa técnica fazer o que quiserem com os seus restos mortais, porque nós somos os usufrutuários da sepultura, não somos os proprietários das sepulturas. Aqueles que têm plenos direitos sobre a sepultura são os que aí têm os mortos. É tão claro como isso. Aqueles que lutaram para os tirar de lá durante o regime de Franco. Por exemplo, Ángel Rodríguez, não é que a sua dor tenha sido completamente reparada, mas ele sentiu-se atendido, amado, que o compensa um pouco por todos aqueles anos de esquecimento, de abandono. É por isso que uma intervenção numa sepultura não pode ser um edifício sem portas ou janelas. Tem de ser conhecida, ou seja, não pode ser algo alheio à sociedade civil.
Há pessoas que dizem que não há necessidade de reabrir feridas, como se feridas que nunca foram fechadas pudessem ser reabertas. Pensa que todo este processo tem sido terapêutico?
Nada aconteceu aqui porque a intervenção tenha sido feita e tenha sido terminada. As críticas, que têm havido críticas a partidos, também não foram além de uma crítica democrática aceitável, baseada em comportamentos que estão registados na imprensa. E é claro que os familiares têm todo o direito de denunciar, os familiares e qualquer pessoa que defenda os direitos humanos, mas não há razão para que um partido se sinta atacado, a menos que se sinta tingido pelo franquismo. É tão simples quanto isso. Na Alemanha, a condenação do nazismo tem sido perfeitamente aceite. Basta olhar para o comportamento da Chanceler Angela Merkel alguns meses antes da sua partida, confrontando e refreando os neonazis. Que problema haveria em fazer o mesmo em Espanha? Tudo isto pode ser explicado pelo deserto educativo sobre o assunto. O deserto e a falta de conhecimento.
Deveria o presidente da Junta, Juanma Moreno, ter comparecido na fossa?
A nível pessoal e de equipa, não nos teríamos sequer importado se um representante da Vox tivesse vindo. Pelo contrário, teria sido uma oportunidade de ser didáctico e de defender com factos científicos o que existe. Somos muito claros a este respeito, não há qualquer problema.
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