
PATIFARIAS
Vão-se fazendo “coisas” neste ano de 2024, umas boas e outras nem por isso, para comemorar os 500 anos do nascimento de Luiz de Camões.
De entre elas, destaca-se o lançamento de uma moeda comemorativa, por parte do Banco de Portugal.
Seguindo uma linha minimalista de má qualidade que fez escola até 2023, conhecida como uma das “vergonhas socialistas nacionais”, optaram por uma solução gráfica, nada digna, de muito mau gosto e, retirando-lhe três dos sentidos, simbolicamente condenável. Esta não irá ter, mesmo pelos seus mais dilectos defensores, qualquer prémio que tente apagar o desastre.
imagens tiradas da internet
A partir de hoje, quarta-feira 5 de Junho do ano da Graça de 2024, este abortício estético, uma apreciação evidentemente subjectiva, vai entrar em circulação, com um valor facial de 5€, destinada a coleccionadores, e irá ficar conhecida como a moeda mais feia que alguma vez se produziu, podendo ser caracterizada como uma autêntica patifaria que se fez ao nome e figura de Camões.
O sr. José Manuel Aurélio (natural de Alcobaça e nascido em 1938), é escultor. Desenhou a moeda e é também autor do busto de Camões, em bronze e assente sobre peanha de pedra lioz (lê-se na descrição da obra), que está exposto na Assembleia da República desde 12 de Maio de 1999, oferecido pelo então Governo de Macau.
imagem tirada da internet
E agora, isto não tem interesse nenhum, não vem a propósito nem quer dizer nada, sou só eu a falar, que gosto muito de dizer coisas, mas…
Curiosamente, neste caso, o busto do “nosso” poeta também não tem rosto definido, o Governo Nacional era presidido por António Guterres e o Ministro da Cultura era Augusto Santos Silva. Quanto ao Governador de Macau, tratava-se de Vasco Joaquim Rocha Vieira.
