“Será possível capturar o tempo, encerrando-o no instantâneo de uma fotografia?” – perguntava Josep Anton Vidal num formoso texto sobre fotografias de José Magalhães. E acrescentava “Talvez a resposta a esta pergunta pareça óbvia, pois o tempo, o instante, é consubstancial na fotografia. Um clique após o percutor e capta-se uma imagem que logo se transforma na fronteira que separa um “antes”, do qual nada saberá quem veja a fotografia, de um “depois”, de que tudo se ignora. Essa imagem ancorada no instante, é tempo?” É nestas palavras que baseamos o título de uma série de fotografias que José Magalhães nos mostrará nos próximos dias. Eis a primeira:
