Prossegue a nossa EXPO-VIRTUAL com numerosas visitas (e poucos comentários). Logo à tarde, às 14 horas, José Magalhães mostra-nos a sua quarta fotografia. Não podemos, falar sobre as obras expostas ou a expor – «mudos como as paredes das galerias», é a melhor forma de sintetizar esta regra que impusemos. Mas nada nos impede de falar sobre artistas de quem somos amigos e companheiros de viagem – não sobre o que expuseram e vão expor, mas sobre o caminho que os trouxe até aqui. Vmos fazê-lo, usando frases que têm sido ditas por diversas pessoas sobre outros trabalhos de José Magalhães, a propósito de exposições, acerca da sua obra e do seu percurso:
– A visão que tem da fotografia é moldada pela visão poética que tem da vida.
– O seu espírito inquieto deambula entre os temas mais práticos e os existenciais na escrita, e entre o quotidiano mais concreto e imagens quase feéricas na fotografia.- É um fotógrafo do romântico … um caçador da tranquilidade, pese embora o seu estar irrequieto, desassossegado … flutua entre a escrita e a imagem, fotografa por prazer, escreve com prazer …”
– Só os poetas da fotografia são capazes de mostrar num instantâneo a tensão dinâmica do tempo … e nas fotografias de José Magalhães, cumpre-se perfeitamente o milagre da fixação do instante como transição … abre espaços infinitos, onde se torna impossível assinalar ou identificar limites precisos … captura o tempo mostrando-nos um momento preciso … constrói espaços interiores nos quais o olhar se multiplica, se diversifica e prossegue por atalhos desconhecidos.
– Muitas das suas fotografias são verdadeiros poemas – semântica feita de luz, sombras, névoas transmitem-nos imagens de nostalgia, de amor, de ternura… sentimentos recolhidos, tal como o orvalho efémero ou o voo de uma súbita gaivota, num instante preciso, irrepetível.
ÁS 14 HORAS UMA QUARTA FOTO DE JOSÉ MAGALHÃES. AMANHÃ, TEMOS O VASCO DE CASTRO…