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CICLONES, TUFÕES, FURACÕES, TORNADOS…
Pelas Américas andou A Irene, um furacão, Matou gente, destruiu, Foi uma tal devastação! Aquela zona é atreita A ventanias que tais… Derrubam tudo, inundam Aqueles sítios tropicais. Inda estarão bem lembrados: Katrina, Nova Orleães… Que matou gatos, galinhas, Vacas, pessoas e cães… Antigamente os ciclones Tinham nomes femininos… Feministas protestaram E já os há masculinos. Vai, por isso, haver José Pra compensar as Vanessas, As Camilas, Manuelas E outras iguais a essas…
Nós, por cá, também os Uns furacões assim fortes… Grandes prejuízos dão E até provocam mortes… Mas cá têm nomes de machos: São Santanas e Durões, E Sócrates e Guterres E Cavacos e pavões. Qual deles mais pernicioso, Qual deles mais Qual deles mais empenhado Em destruir Portugal. Mas não foram suficientes, Algo resistiu aqui… Pr’acabar de vez connosco Mandaram vir o Efemi. E ele, todo contente, veio. Disto é que ele gosta, o Veio-se refocilar Cos restos de Portugal. Arranjou cá bons parceiros: P. S. D. e C. D. S. Pra se sentarem à mesa E a lacaio o P. S. Isso é que é um tal festim! É até tocar co’o dedo… A pouca vergonha é imensa Mas el’s de nada têm medo! O Zé Povo Magricela É chupado até ao tutano, ‘stá amarelo, escanzelado, Não dura até ao fim do ano… Só come meia batata Por dia – e nada mau! Ovo cozido – Um por mês, Só bebe água – e é um pau… Vai trabalhar mais uns Ter menor retribuição… Férias serão só lembrança, F’riados recordação… Miséria, desgraça assim… Confesso que não me lembro… Será que a gente se aguenta Até ao fim de setembro? Será que haverá protestos? Greves ou levantamentos? Vamos mexer mesmo, a sério? Ou ficar p’los pensamentos? Que vais fazer, Zé Povinho? Limitas-te a resmungar? Irás levantar a grimpa? Ou, como sempre, aceitar?
Beijas a mão ao carrasco Até seres guilhotinado? És um bicho ou és um homem? Ou ‘starás mesmo castrado?
O BICHO DA MADEIRA
Há um provérbio que diz Mate-se o porco, o requinho Lá prò onze de novembro, Que é dia de S. Martinho. O pobre bicho já sabe O dia do passamento, E ao chegar a essa data Já ele fez o testamento. A maior parte assim Há um que… não há maneira… Quando chegará o dia Àquele porco da Madeira?
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