Um café na Internet
– Ls Lusíadas
– Banda Zenhada, de José Ruy e Fracisco Niebro (tradutor para mirandês) Para comemorar os vinte e
cinco anos da publicação em banda desenhada de Os Lusíadas, a Âncora Editora publicou, em 2009, pela primeira vez, uma versão mirandesa, Ls Lusíadas, com tradução de Fracisco Niebro, pseudónimo de Amadeu Ferreira.
Trata-se de um trabalho de rara qualidade, em que o mestre José Ruy utiliza o texto autêntico de Luís de Camões para nos brindar com a excelência dos seus desenhos. Obra com boa apresentação gráfica, encadernada com gravação a ouro. A contracapa é enriquecida com a reprodução de uma vinheta de cada um dos dez cantos d’Os Lusíadas.
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Esta é a primeira tradução para mirandês dos 8816 versos que compõem Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões. A versão de Fracisco Niebro, pseudónimo do investigador Amadeu Ferreira, chegou ao público em 2010, 11 anos após o reconhecimento do mirandês como segunda língua oficial de Portugal pela
lei 7/99 de 29 de Janeiro.
Aqueilhas armas i homes afamados
Que, d’Oucidental praia Lusitana,
Por mares datrás nunca nabegados,
Passórun par’alhá la Taprobana,
An peligros i guerras mui sforçados
Mais do que permetie la fuorça houmana,
I antre giente de loinge custruírun
Nuobo Reino, que tanto angrandecírun;
Mirandês – História de uma Língua e de um Povo
Na comemoração do 10.º aniversário do reconhecimento pela Assembleia da República do mirandês como segunda língua oficial portuguesa, em 2009, Mirandês – História de uma Língua e de um Povo, álbum em banda desenhada da autoria de José Ruy, com coordenação científica de Amadeu Ferreira, deu-nos a conhecer a história da língua e do povo das terras de Miranda.
A história centra-se na aventura de uma arqueóloga que, depois de cair acidentalmente nas escavações de um castro, na terra de Miranda, é levada a conhecer as várias transformações linguísticas e culturais mirandesas.
– Mirandés – Stória dua Lhéngua i dun Pobo,
de José Ruy e Amadeu Ferreira (coordenador científico e tradutor para mirandês)
La Mona L Maio / A Mona de Maio,
de José Francisco João Fernandes (tradução para mirandês de Alcides Meirinhos e ilustrações de Ana Afonso) O livro bilingue (em mirandês e português) apresenta uma série de contos de José Francisco João Fernandes, o Padre Zé. Originalmente escritos em português, há cinquenta anos, são contos vividos em mirandês, por gente que apenas sabia falar nesta língua. Quando os contos foram escritos, nenhum mirandês imaginaria escrever literatura na sua língua materna. Esta era a língua utilizada em casa e na aldeia, mas nunca entrou na escola. O português escrito pelo Padre Zé, muito próximo do mirandês na sua oralidade, revela uma herança asturo-leonesa muito forte. Os contos retratam uma aldeia raiana mirandesa, com memórias de pessoas que nasceram e cresceram no século XIX e de tradições perdidas no tempo, como o Maio. Meio século depois, Alcides Meirinhos, conterrâneo do Padre Zé (ambos nasceram em Cicouro, concelho de Miranda do Douro), traduziu os contos para a língua em que o autor gostaria de os ter escrito.
