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Diário de Bordo, 8 de Outubro de 2011


 

 

As manifestações contra a Wall Street são provavelmente o fenómeno mais interessante na cena internacional, neste momento. Vão direito ao coração do problema que mais afecta actualmente a sociedade moderna, a especulação financeira. Melhor dito, que afecta o mundo inteiro. Impressionam pela dimensão e por terem vindo a crescer, apesar dos esforços das autoridades no sentido de as desencorajarem. O Presidente Obama manifestou a sua simpatia (esperemos que não mude de opinião) e o partido Republicano está contra. Este último parece particularmente incomodado por os sindicatos (cuja extinção pretende) apoiarem as manifestações. Não sabemos o que vai acontecer, mas o que se passa é sem dúvida interessante.

 

Na Grécia, as manifestações também fervilham. Aqui, parece que a declaração oficial de bancarrota está iminente. Entretanto, abundam as informações sobre os excessos que têm sido tolerados pala administração pública grega. Obviamente que tais excessos são condenáveis e há que lhes pôr cobro imediatamente. Contudo, não se pode ignorar os excessos cometidos no sector privado. Há quem diga que, porque se trata do sector privado, ninguém tem nada com isso. Esta opinião é completamente errada. A presente crise financeira começou pela banca privada, e a sua gestão de alto risco.

 

Portugal é um exemplo claro. Os problemas vieram (e parece que continuam a vir) da banca privada. Veja-se o que se passou com o BPN, o BPP, o BCP, etc. E não se desculpem com o Banco de Portugal. Ao fim e ao cabo, todos sabemos que os maus exemplos são contagiosos. A todos os níveis.

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