Site icon A Viagem dos Argonautas

O saber das crianças e a psicanálise da sua sexualidade – 22 – por Raúl Iturra

 

Interrogar-se-á o leitor do porquê destes textos sobre confissões religiosas nestas páginas. O motivo é simples, porque é essa confissão a que, simultaneamente, orienta a mente e é rival da teoria freudiana; teoria baseada apenas numa confissão, a confissão hebraica e, de entre todos os seus textos, no Talmude, como interpretador dos sonhos.

 

Confissão usada por Freud não como fé, mas para saber e rever a consciência dos seus pacientes. Não que eu defenda que o Talmude seja a base do estudo dos sonhos para conhecer o inconsciente, mas considero-o uma parte importante para a organização da teoria freudiana, conjuntamente com o Tratado de Berakoft. Tratado, que neste contexto, tem apenas um dos vários significados atribuídos pelo dicionário que me auxilia na escrita, significando obra e não acordo para parar guerras[1].

 

 O sacramento da confissão era o melhor divã do analisado, especialmente a definida por Lutero no seu texto que cito em nota de rodapé.

 

No entanto, Freud, recorreu à Mitologia Grega, bem mais real para interpretar a interacção social do que os Mandamentos do Levítico[2], escrito pelo Profeta Moisés.


[1] Tratado: s. m., convénio; ajuste; aliança; contrato internacional; estudo ou obra escrita sobre qualquer matéria, em especial arte, ciência, investigação histórica, etc. adj., discutido; examinado.

em: http://www.priberam.pt/dlpo/definir_resultados.aspx.

 

 

Notas:

 

[2] Levítico é o terceiro livro da Bíblia. Faz parte do Pentateuco, os cinco primeiros livros bíblicos, cuja autoria é, tradicionalmente, atribuída a Moisés.

É um dos livros do Antigo Testamento da Bíblia e possui 27 capítulos. Os judeus chamam-no Va-Yikra ou Vaicrá (E chamou). Basicamente é um livro teocrático, isto é, o seu carácter é legislativo; possui, ainda, no seu texto, o ritual dos sacrifícios, as normas que diferenciam o puro do impuro, a lei da santidade e o calendário litúrgico e mais legislação que regularia a religião. Livro que contêm as leis de Deus Os Dez Mandamentos ou o Decálogo, nome dado ao conjunto de leis que, segundo a Bíblia, teria sido originalmente escrito por Deus em tábuas de pedra e entregue ao profeta Moisés (as Tábuas da Lei). As tábuas de pedra originais foram quebradas, de modo que, segundo Êxodo 34:1, Deus teve de escrever outras. Encontramos primeiramente os Dez Mandamentos em Êxodo 20:2-17. É repetido novamente em Deuteronômio 5:6-21, usando palavras similares.

Decálogo significa dez palavras (Ex 34,28). Estas palavras resumem a Lei, dada por Deus ao povo de Israel, no contexto da Aliança, por meio de Moisés. Este, ao apresentar os mandamentos do amor a Deus (os quatro primeiros) e ao próximo (os outros seis), traça, para o povo eleito e para cada um em particular, o caminho duma vida liberta da escravidão do pecado.

Sobre sacrifícios, pureza e outros assuntos relacionados com a adoração de YHVH.

A história de O Decálogo, pode ser consultada em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dez_Mandamentos, e a de O Levítico: http://pt.wikipedia.org/wiki/Lev%C3%ADtico.

Textos todos traduzidos por Martin Luther para língua alemã. Pela primeira vez na vida, o povo duro e cru tinha acesso a textos que orientavam a vida. No Século IV da nossa era, o eremita denominado São Jerónimo traduziu a Bíblia do Grego, Latim erudito e do Aramaico para o Latim Vulgar ou Vulgata. São Jerónimo de Strídon, santo cristão, eremita tradutor da Bíblia para latim falado pelo povo (a Vulgata). Por outras palavras, fez um serviço à religião. História em: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Jer%C3%B4nimo

 O conceito religião é definido como: A Religião (do latim: “religio” usado na Vulgata, que significa “prestar culto a uma divindade“, “ligar novamente“, ou simplesmente “religar“) pode ser definida como um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que a humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças. A palavra portuguesa religião deriva da palavra latina religio, mas desconhece-se ao certo que relações estabelece religio com outros vocábulos. Aparentemente, no mundo latino anterior ao nascimento do cristianismo, religio referia-se a um estilo de comportamento marcado pela rigidez e pela precisão. Informação completa em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o#Etimologia. Jerónimo foi o grande “tradutor e exegeta da Bíblia, presbítero e Doutor da Igreja, nasceu na Dalmácia em 340, e mereceu ser conhecido como escritor, filósofo, teólogo, retórico, gramático, dialéctico, historiador exegeta e doutor, como ninguém nas sagradas escrituras”. História toda em: http://www.veritatis.com.br/article/712

Exit mobile version