Para além do insistente e persistente José Vilhena com o seu Manual de Etiqueta, livros notáveis e de leitura obrigatória com os de Sartre, Vergílio Ferreira e Daniel Filipe; outros de mais do que previsível apreensão, como o do mais que citado e menos lido Manifesto de Karl Marx e de Engels. E o romance Mar Morto, de Jorge Amaado. Obra da fase inicial do autor, publicada em 1936; Amado não escrevia ainda muito bem, mas sabia muito bem o que queria escrever. A personagem Guma, do nascimento à morte, é o eixo ficcional de uma história, talvez mais uma lenda, que Amado diz ser contada pelos “homens do mar”, o “povo do mar”, ou seja, os pescadores de S. Salvador da Baía. Uma noite, em redor de uns copos, com seu pai João Amada Faria, Érico Veríssimo, com Dorival Caymmi e outros amigos, nas ceu esta canção, com letra inspirada em dois versos de Jorge que têm a ver com Mar Morto, e música de Dorival. Conhecem, por certo. Ouçamo-la excelentemente cantada por Cesária Évora e Marisa Monte.
