Claude-Achile Debussy nasceu em Saint-Germain-en-Laye em 22 de Agosto de 1862 e faleceu em 25 de Março de 1918 em Paris. Este compositor francês associado ao movimento impressionista, influenciou músicos tais como Maurice Ravel, Bela Bártok, Heitor Villa-Lobos, Manuel de Falla.
A sua música criou uma ruptura inovadora, constituindo para muitos, como Pierre Boulez o verdadeiro limiar da música moderna. Essa característica levou os astrofísicos a designarem por “Debussy” uma cratera no planeta Mercúrio, aberta presumivelmente pela colisão de um grande meteoro que se espalhou por um raio de muitos quilómetros. Metáfora para o choque produzido pela música inovadora de Claude Debussy que trouxe uma nova concepção de construção musical. Foi incompreendido pela crítica do seu tempo, mas isso não parece ter-lhe desagradado, pois propôs a criação de uma ‘sociedade de esoterismo musical’.
Na realidade, é como se houvesse dois Debussy – um, o impressionista, familiar ao grande público – o de La Mer, composto em 1905,ou o da Suite bergamasque (1809-1905), por exemplo, e um outro mais rebelde às classificações e à integração em escolas ou movimentos. Em 1894, l’après-midi d’un Faune, inspirado no poema de Mallarmé, chocou a crítica, pois “não tinha melodia”. Ei-lo na interpretação de Rudolf Nureyev:
