Independentemente da posição política que tenhamos, a morte de Miguel Portas não nos pode deixar indiferentes. Infelizmente, pessoas como ele escasseiam na nossa classe política e cada vez menos há quem encare a política como uma maneira de servir a comunidade a que se pertence. Para além dos elogios de circunstância que sempre se fazem quando alguém morre e das manifestações de pesar vindas do interior de Bloco de Esquerda, pudemos ouvir testemunhos como os de Vital Moreira, eurodeputado, eleito pelo PS, de Ilda Figueiredo ex-eurodeputada pelo PCP ou do eurodeputado do CDS, Diogo Feio, ou ainda do ex-presidente da República, Mário Soares – o seu empenhamento, a sua frontalidade, a generosidade com que se entregava à defesa das suas convicções, de todos, correligionários ou adversários, mereceu elogios. Aqui deixamos nossa singela homenagem a Miguel Portas, recordando a sua última entrevista.
