Um Café na Internet
(continuação)
O almoço acabou lá para a uma e meia. Às duas e meia estava tudo preparado para a batalha. Tinha chegado a orquestra, com os músicos de casaco verde, e instalaram-na num canto do campo de ténis.
― Minha querida! ― trinou Kitty Maitland, ― não achas que são tal e qual rãs? Devias tê-los posto à roda do lago, com o maestro ao meio sobre uma folha.
Laurie chegou e cumprimentou-as a caminho de se ir vestir. Ao vê-lo Laura lembrou-se novamente do acidente. Queria contar-lhe. Se Laurie fosse da mesma opinião que os outros, então é que estava mesmo tudo bem. E entrou no átrio atrás dele.
― Laurie!
― Olá! ― Ele ia a meio das escadas, mas virou-se e quando viu Laura encheu as bochechas e arregalou os olhos para ela. ― Acredita, Laura! Estás mesmo estonteante. ― disse. ― Que categoria de chapéu!
Laura respondeu com voz fraca ―Achas? ―, sorriu para o irmão e acabou por não lhe contar nada.
A seguir as pessoas começaram a chegar aos magotes. A orquestra começou a tocar; os criados contratados despachavam-se entre a casa e o toldo. Por todo o lado viam-se casais deambulando, inclinando-se para ver as flores, cumprimentando, passeando sobre o relvado. Eram como passarinhos coloridos que tivessem poisado no jardim dos Sheridan naquela tarde, na sua viagem para – onde? Ah, que agradável é estar com pessoas que estão felizes, apertar mãos, acariciar faces, sorrir uns nos olhos dos outros.
― Querida Laura, que bem que estás
― Como te fica bem esse chapéu!
― Laura, pareces mesmo uma espanhola. Nunca te vi tão encantadora.
E Laura, animadíssima, respondia suavemente, ― Já tomaram chá? Não querem um gelado? Os gelados de maracujá são qualquer coisa de especial. ― Foi a correr ter com o pai e pediu-lhe ― Paizinho querido, pode-se servir qualquer coisa para beber á orquestra?
(continua)
