por Rui Oliveira
ROSEMARY JOSHUA (soprano) MARY PHILLIPS (meio-soprano) J. DAVID JACKSON (maestro) ROBIN TRITSCHLER (tenor) JOHANNES WEISSER (barítono)
Na Quinta-feira 1 de Novembro o acontecimento de vulto é provavelmente a primeira récita da oratória de Georg Friedrich Händel com o nome Messias, HWV 56, a ser apresentada no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, às 21h (sendo a segunda récita na Sexta 2, às 19h).
O texto será cantado em inglês, com legendas em português.
Dos cantores intervenientes, o único que tem um registo acessível que faça antever a sua interpretação é Johannes Weisser, que aqui canta a ária “Why do the Nations” :
Se o leitor pretender ouvir uma versão integral tem (agradecendo ao YouTube) aqui uma recente (Dezembro de 2008) pela New York Philharmonic (dir. Ton Koopman) com a soprano Sunhae Im, o contra-tenor Andreas Scholl, o tenor Jörg Dürmüller e o barítono Detlef Roth no Avery Fisher Hall de Nova Iorque :
No ano em que comemora 90 anos, Bibi Ferreira protagoniza um espectáculo onde lembra as grandes comédias musicais que fez e em seguida dá um passeio pela música popular brasileira, apresentando canções de diversos géneros e décadas, desde o repertório romântico de Elizeth Cardoso à música de Sergio Ricardo, passando por Tom Jobim e Vinicius de Moraes, Chico Buarque e Paulo Pontes, entre outros. Destaca-se ainda a interpretação de temas de Amália Rodrigues e de Edith Piaf, outra figura feminina vivida em palco por Bibi Ferreira.
A criação e selecção de textos do espetáculo é de Bibi Ferreira, Flávio Mendes, Nilson Raman, colaborando na regência, guitarra e violão Flávio Mendes e no piano Itamar Assiere.
Há vinte anos (1992) já Bibi Ferreira apresentara na TV Globo o que chamou um “pot pourri romântico” da sua carreira até então (ver abaixo) :
A tradução e organização dos textos originais é de Luís Lima Barreto e Luis Miguel Cintra, o qual é o responsável pela encenação. O cenário e figurinos são de Cristina Reis.
Da sinopse que A Cornucópia faz consta : “ Felícia, uma viúva elegante e bem posta, madura e bem conservada, passa férias no Fortuna Palace, hotel de que é dona uma fada sua madrinha. Felícia quer ser feliz, honesta, e ao mesmo tempo encontrar o novo partido que resolva a sua situação económica. A madrinha, prepara-lhe uma lição dolorosa que lhe mostrará como é o mundo, coisa que ela parece desconhecer.
Cruzar-se-á com o deus Amor e com várias personagens daquele micro-mundo de ricos e parasitas que brincam aos deuses do Olimpo. Chega a haver vítimas: a Modéstia e o pobre “escort” de luxo a quem chamam Apolo, deus das Artes são assassinados. Felícia aprende a resignar-se à desilusão. O amor não tem lugar naquele Fortuna Palace. É uma comédia que pareceria dos nossos dias se eles tivessem tempo e espaço para pensar nestas coisas”.
Tem início na tarde de Quinta-feira 1 de Novembro, às 19h30 no Átrio do Pequeno Auditório da Culturgest, a festa de dança e performance “Celebração”, desenhada por artistas que residem, circulam, se encontram e trabalham em Lisboa. Explicam :
“ Celebração propõe, durante um fim-de-semana, espectáculos, conversas e uma festa que ocupa o teatro e cria uma janela experimental para modos de pensar e agir em conjunto … Não é uma cartografia da Dança e Performance que se faz em Lisboa, nem um retrato de geração ou de um grupo de artistas enquanto jovens. Celebração é, antes, um convite a olhar um recorte da diferença e multiplicidade de quem insiste em trabalhar aqui e agora e em tentar junto uma ideia … um convite a participar num encontro marcado com Lisboa, desenhado num movimento onde se cruzam afinidades, se estabelecem princípios de experimentação conjunta e se cria um presente que questiona as condições em que existiremos no futuro próximo”.
O pormenor dos diversos 15 espectáculos a decorrer até à noite de Domingo encontra-se em :
http://www.culturgest.pt/actual/03-15-celebracao.html
Em cena, os autores deste espectáculo, ambos leigos musicais, constroem um espaço, onde é interpretada, na medida das suas capacidades, a ópera barroca Venus & Adonis que John Blow compôs em 1683 para a corte de Carlos II de Inglaterra. Recorrem a um coro que acumulará as funções de orquestra.
Todas as noites haverá um espectador diferente – a quem o espectáculo é dedicado e a quem se pretende agradar mais do que a todos –, a assistir ao espectáculo via Skype. A utilização deste meio tem não só uma importância conceptual, por criar um «rei» contemporâneo, como também formal, por estabelecer uma relação entre o palco e a imagem filmada – neste caso pela câmara do Skype.
Permanece até 4 de Novembro.
O tema musical inspirador (espera-se que não deturpado) deste exercício operático pode ter o seu Prólogo escutado aqui . O elenco é de luxo : Venus – Rosemary Joshua, soprano (curiosamente a solista do Messias de Händel cantado na Gulbenkian! ver acima), Adonis – Gerald Finley, barítono, Cupido – Ribin Blazem, contra-tenor, Pastora – Maria Cristina Kiehr, soprano, Pastores – Christopher Josey, contra-tenor, John Bowen, tenor e Jonathan Brown,baixo.
Por último, no Ondajazz, às 22h30 desta Quinta-feira 1 de Novembro, canta Miroca Paris os ritmos e melodias tradicionais da música de Cabo Verde.
Sobrinho de Tito Paris (com quem cantou), tem sido acompanhante de outros músicos desde Sara Tavares a Cesária Évora a cujas bandas pertenceu.
Ouça-se a recente tema Poema Tropical cantado (em gravação deficiente) no Bar B.leza :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Terça aqui )


