Pentacórdio para Quinta 13

por Rui Oliveira

   Na Quinta-feira 13 de Setembro tem início no São Luiz Teatro Municipal uma iniciativa do SLTM em co-apresentação com Galeria 3+1, Teatro do Bairro e colaboração com a Casa Bernardo Sassetti para homenagear aquele que designam “um dos criadores maiores do nosso modo de ser. Um artista no único sentido em que a palavra deveria alguma vez ser usada: alguém que reinventa o mundo a cada vez que inventa formas de o descrever, de o reinterpretar através de uma malha poética a que chamamos sentido”.

   O programa “Bernardo Sassetti – Fragmento. Movimento. Ascensão.” de quatro dias (até 16/9) “parte do jazz, desde sempre a matéria primeira do seu trabalho, e estende-se por esses outros caminhos que no-lo mostram inteiro: o Trio Sassetti com convidados especiais; a remontagem de Music Around Circles, que o São Luiz apresentou em 2009; as canções que Bernardo escreveu em contextos diversos e para os intérpretes mais inesperados; os filmes para que compôs; conversas sobre escrita musical e música para cinema”. (ver integral em http://www.teatrosaoluiz.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=300 )

   Às 19h de Quinta é inaugurada na Galeria 3+1 a exposição “… E Ainda Por Cima Está Frio”, uma selecção de fotografias e texto de Daniel Blaufuks (entrada livre).

   O Ciclo de Cinema começa nesse dia às 22h no Teatro do Bairro com a exibição de “A Costa dos Murmúrios” de Margarida Cardoso com participação musical de Bernardo Sassetti.

 

 

   Também a 13 de Setembro (Quinta) volta ao palco da Sala Estúdio do Teatro Nacional Dª Maria II, às 21h15, uma estreia de há 30 anos, o monodrama de um humor acutilante de Augusto Sobral “Memórias de uma mulher fatal”, com encenação e interpretação de Rogério Vieira. Permanecerá até 23 de Setembro.

   Sinopse : Uma mulher, Olinda, decide escrever as suas memórias, celebrando o seu triunfo de vida como uma “mulher fatal”. Imersa neste profundo mergulho de recordações, é interrompida por uma vulgar chamada telefónica. Porém, auxiliada pelo seu poderoso computador “Gestalt“, ela regressa a um caminho de contradições e surpresas. “O valor das memórias começa exactamente onde os dados da memória se confundem ou tornam mesmo contraditórias”. Por isso, confrontada com a própria máquina, que a ousa corrigir, ela avaria-a num acto de fúria. Mas o silêncio instala-se e Olinda reconhece a sua dependência pela máquina, “querido fiscal dos desvarios da imaginação e do sentimento”.

 

 

   Ainda na Quinta 13, às 19h, é inaugurada no espaço BES Arte & Finança, em Lisboa (Pr. Marquês de Pombal, 3), uma exposição dedicada ao centenário do compositor norte-americano John Cage. A mostra conta com inéditos em Portugal como o único ensaio fotográfico existente sobre a casa de Cage – o célebre loft onde se encontravam Robert Rauschenberg, Allen Ginsberg e Jasper Johns entre outros – realizado pelo artista brasileiro Emanuel Dimas de Melo Pimenta em 1988, o qual é curador da mostra e tocará no evento a peça «4’ 33’’» de John Cage.

   Para além daquele ensaio fotográfico, a exposição também terá fotografias de John Cage realizadas por fotógrafos de oito países: Christopher Felver, Joann Baker, Jack Mitchell, Jed Downhill, Jay Eerson e Lawrence Ivy (Estados Unidos); Roberto Mazzotti (Itália); Lorenzo Bianda (Suíça); Akira Kinoshita e Yashuiro Yoshioka (Japão); Manfred Leve (Alemanha); Marc Ginot (França); Flávio Matangrano (Brasil) e Hans Wild (Inglaterra). Além de partituras gráficas originais do compositor, bem como livros de e escritos sobre o músico, exibir-se-á um filme realizado em 1986 pela artista plástica Regina Vater, com uma entrevista com Cage.

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Terça aqui )

 

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