por Rui Oliveira
Com guião de Bernardo Mariani e uma direcção de Kátia Brito, os actores são Roberta Brisson, Renato Reston e a própria Kátia Brito (que também encena), participando o músico Carol Panesi.
Este espectáculo apresenta ao público seis dessas lendas que encantaram gerações após gerações desde há séculos, agora enriquecidas pela arte de uma das maiores escritoras da língua portuguesa. O texto de Lispector é encenado sem adaptação e podemos assistir na peça aos macacos, onças e jabutis que habitam as lendas brasileiras a dizer a prosa e a poesia da autora sem qualquer cerimónia. A música tocada ao vivo foi inspirada na cultura indígena e promove uma deliciosa interacção estética ao misturar o clarone e o violino com tambores e maracas.
Mostramos um vídeo ilustrativo deste espectáculo de Kátia Brito :
NOTA: as sessões de Quarta a Sexta são orientadas para público
escolar, pelo que é necessária marcação antecipada.
O concerto terá lugar no Auditório do Institut Français de Portugal, às 19h, com um programa que compreende :
Adnan Saygun Trio p/ oboé, clarinete e piano, Op. 55
Eurico Carrapatoso Três peças p/ oboé, clarinete e piano
André Santos Lima p/ oboé, clarinete e piano
Tomás Borralho Dagnémite
André Santos Rapsódia Nº 1
Os elementos do Trio tem divulgado em estreia compositores como André Santos e Tomás Borralho. Mostramos deste último o registo da peça do concerto Dagnémite. Para quem queira ouvir a Lima de André Santos, ei-la http://youtu.be/8wY8x7-7SWs
A concepção, direcção e encenação são suas, cabendo a interpretação e co-criação a Solange Freitas e de novo a John Romão. Os textos são de Angélica Liddell e Paulo Castro, a música de Daniel Romero (.tape.) e as fotografias de Susana Paiva.
Na sua apresentação afirma-se : “ Em tempos de crise, assiste-se a uma explosão dos mais ínfimos desejos do ser humano, escondidos através de capas protegidas e alimentadas pela sociedade. “Eu não sou bonita. Eu sou o porco.” é um objecto teatral sobre o abuso sexual na infância e na adolescência, em que se coloca em diálogo um texto de Angélica Liddell e outro de Paulo Castro.
Em cena, utiliza-se uma linguagem de um lirismo que evoca o universo negro dos contos infantis e o cinema gore, num peep show pictórico alimentado por duas figuras que se revestem do endemoniamento das personagens de Frans Hals e da nudez grega de Louis David”.
Apresentamo-vos um excerto da ante-estreia (com algumas imagens “cruas”) :
Segue-se-lhes Rodrigo Amado, nome maior do jazz não-idiomático português, com uma projecção internacional indiscutível, que celebra este ano os seus 30 anos de carreira, não só com este concerto (e outros com Joe McPhee, Kent Kessler e Chris Corsano) mas também com a edição de “Un Certain Malaise” (ed. Assírio & Alvim e Documenta), crónica visual com imagens da sua autoria.
Deixamo-vos com uma gravação recente (Julho de 2012), curiosamente com Gabriel Ferrandini de os Caveira (!) :
A sua composição inclui Léo Diniz (voz e guitarra), Monica Veiga (voz e percussão), Paulo Soromenho (percussão), Márcio Cubano (bateria), Roberto Souza (percussão) e Kal Robson (baixo).
Realiza-se nesta Quarta-feira 12 de Dezembro, no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, às 18h, mais uma palestra do Ciclo de Conferências “Matemática, a Ciência da Natureza”, proferida pelo Prof. Jorge Buescu (Universidade de Lisboa) com o título “A Matemática, o Universo e tudo o resto”.
Nesta palestra iremos mostrar como a Matemática, muito mais do que tratar de números, trata acima de tudo de ideias e mostraremos como essas ideias foram, são e continuarão a ser cada vez mais fundamentais para transformar a forma como estamos no mundo. Ou, parafraseando Douglas Adams, «como a Matemática molda a forma como olhamos para a Vida, o Universo e tudo o resto»”.
Estarão presentes Áurea, Deolinda e David Fonseca bem como terá a participação da equipa das manhãs da Comercial, Pedro Ribeiro, Ricardo Araújo Pereira, Vanda Miranda e Vasco Palmeirim.
Centrado no conceito PERFINST – performance e instalação, as duas linguagens artísticas fluem em simultâneo sem dependerem uma da outra. Segundo um crítico que o aplaude (J.C. in Actual) “… a articulação entre a noção de estátua e os actores que sugerem estátuas, a palavra «imobilizado» e a palavra «espera», utilizadas no contexto desta realização, funcionam como polos de um discurso que consegue o aparentemente impossível : mostrar, com a imobilidade das estátuas, com o quase congelamento das cenas, a vida no teatro e, assim, a possibilidade de a arte chegar ao cerne das questões humanas”.
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui )


