por Rui Oliveira
Prossegue ainda nesta Sexta-feira 28 de Dezembro o “silêncio” que ameaça chegar até ao fim do ano, ouvindo-se apenas aqui e ali sons isolados.
Com títulos como “God is moving”, “I Am the Lord, Your God” e“Thank You”, o gospel tem ganho cada vez mais adeptos e (como disse alguém) está a converter-se numa música tão natalícia como as valsas de Strauss.
Ouçamo-los na catedral de Orvieto, no “Umbria Jazz Winter” de 2010 cantando a “Messa della Pace & Gospel” :
Darão corpo (musical) ao “Sintra Project”, um disco lançado em Junho 2012 (da sua nova label FEWG Records) com composições de Ricardo Pinto, e que “é dedicado à mágica vila de Sintra e aos ambientes marcados por uma densidade única, que inspiraram o compositor e deram origem ao seu universo musical neste álbum”. A sua música atravessa o jazz, com especial ênfase no jazz europeu, passando por componentes de música para filme.
Esta foi a apresentação do seu projecto no Out Jazz 2012, embora aqui numa outra formação :
Esta cantora brasileira, longamente residente em Portugal, teve desde 2006 até há pouco uma estadia em Londres onde actuou regularmente no “606 Jazz Club”. É desse período o tema “Banda Maluca” de Joyce que abaixo mostramos. Editou entretanto o seu primeiro álbum “Festa de um sonho bom” com a colaboração do brasileiro “portuense” Cláudio César Ribeiro e do também portuense André Sarbib.
E para mudarmos de tema, lembremos duas exposições com encerramento próximo, ambas patrocinadas por institutos de línguas estrangeiras entre nós. Esta é a primeira, deixando a segunda para mais tarde.
Lembremos que este foi o fotógrafo (e também professor desta arte) que em 2000 destruiu os seus negativos para reinventar totalmente o seu método de trabalho na tentativa de descobrir um novo processo de criação.
Diz também : “… estive sempre fascinado pelo medo, os receios e as esperanças das pessoas … O medo que se ultrapassa é, apenas, o início dum novo medo … numa espiral do tempo que roda sobre si mesmo… Os meus receios não mais são que os medos dos outros. O meu tempo e o seu tempo misturam-se, como por magia, como se tal não fosse possível senão através da fotografia. Eles podem viver agora e eu posso viver no seu tempo… Eu posso viver eternamente porque o tempo se torna uma ilusão.
«Time Lapse», é o lugar onde eu existo.”
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quarta aqui)


