Pentacórdio para Sexta 28 de Dezembro

por Rui Oliveira

 

 

 

   Prossegue ainda nesta Sexta-feira 28 de Dezembro o “silêncio” que ameaça chegar até ao fim do ano, ouvindo-se apenas aqui e ali sons isolados.

 

AlabamaGospelChoir333_e3   Um, no Coliseu dos Recreios, é dado pelo Alabama Gospel Choir que, às 21h30 desta Sexta-feira,  volta a Portugal com, entre outras, a actuação do lendário Sherman Woods (Big Poppa), do Bispo Travis E. Jones, da cantora gospel do ano Alycia Levels, além do saxofonista internacional Mark Bunney (se o elenco de Málaga a 26/12 se mantiver…).

alabama-gospel-choir   Dirigido por Andre Daniel, o coro é composto por 33 vozes e respectivos músicos, que nos guiam pela história do Gospel numa viagem única desde as raizes deste estilo musical, a música negra dos escravos africanos, numa mistura entre os seus aspectos mais originais e a sua essência reflectida nos espirituais negros da América. Trata-se de um grupo vocal quase exclusivamente de Alabama cuja formação está historicamente ligada ao Jubilate Vocal Ensemble, ao Aeolian Choir e ao Tuskegee University’s Golden Voices Choir. Conta com importantes figuras como Francine Murphy, já nomeada para vários prémios Grammy,  cantora desde os 3 anos e intérprete de vários álbuns que marcaram uma era.

   Com títulos como “God is moving”, “I Am the Lord, Your God” e“Thank You”, o gospel tem ganho cada vez mais adeptos e (como disse alguém) está a converter-se numa música tão natalícia como as valsas de Strauss.

   Ouçamo-los na catedral de Orvieto, no “Umbria Jazz Winter” de 2010 cantando a “Messa della Pace & Gospel” :

 

 

 

 

ricardo pinto   Entretanto no Hot Club de Portugal, às 23h, actua o Ricardo Pinto Quinteto, composto por Ricardo Pinto trompete e flugel, Bruno Margalho saxofone alto, Daniel Bernardes piano, António Quintino contrabaixo e Rui Pereira bateria.

   Darão corpo (musical) ao “Sintra Project”, um disco lançado em Junho 2012 (da sua nova label FEWG Records) com composições de Ricardo Pinto, e que “é dedicado à mágica vila de Sintra e aos ambientes marcados por uma densidade única, que inspiraram o compositor e deram origem ao seu universo musical neste álbum”. A sua música atravessa o jazz, com especial ênfase no jazz europeu, passando por componentes de música para filme.

   Esta foi a apresentação do seu projecto no Out Jazz 2012, embora aqui numa outra formação :

 

 

 

jandira silva   … Enquanto no Onda Jazz, às 22h30 da mesma Sexta-feira 28 de Dezembro, se apresenta a cantora Jandira Silva com Gabriel Godoi na guitarra, Markus Britto no contrabaixo eMilton Batera na bateria.

   Esta cantora brasileira, longamente residente em Portugal, teve desde 2006 até há pouco uma estadia em Londres onde actuou regularmente no “606 Jazz Club”. É desse período o tema “Banda Maluca” de Joyce que abaixo mostramos. Editou entretanto o seu primeiro álbum “Festa de um sonho bom” com a colaboração do brasileiro “portuense” Cláudio César Ribeiro e do também portuense André Sarbib.

 

 

 

   E para mudarmos de tema, lembremos duas exposições com encerramento próximo, ambas patrocinadas por institutos de línguas estrangeiras entre nós. Esta é a primeira, deixando a segunda para mais tarde.

 

time lapse de carlos gasparinho   No Institut Français de Portugal termina nesta Sexta-feira 28 de Dezembro, às 19h, “Time Lapse”, uma mostra de fotografias de Carlos Gasparinho que, após uma permanência de algum tempo na “JAS Gallery”, em Paris, se exibe na capital portuguesa desde 12 de Novembro passado. A entrada é livre.

carlos gasparinho   Dela diz o artista : «… é um tempo passado e também um tempo esquecido. Um tempo que existe e que já não existe. Um tempo mágico, circular, o tempo do eterno retorno. As minhas imagens não são o resultado do ver, mas sim do ser. Ser e estar, permanente e transitivo, num tempo onde podemos viver para sempre».

   Lembremos que este foi o fotógrafo (e também professor desta arte) que em 2000 destruiu os seus negativos para reinventar totalmente o seu método de trabalho na tentativa de descobrir um novo processo de criação.

   Diz também : “… estive sempre fascinado pelo medo, os receios e as esperanças das pessoas … O medo que se ultrapassa é, apenas, o início dum novo medo … numa espiral do tempo que roda sobre si mesmo… Os meus receios não mais são que os medos dos outros. O meu tempo e o seu tempo misturam-se, como por magia, como se tal não fosse possível senão através da fotografia. Eles podem viver agora e eu posso viver no seu tempo… Eu posso viver eternamente porque o tempo se torna uma ilusão.

   «Time Lapse», é o lugar onde eu existo.”

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(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quarta aqui)

 

 

 

 

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