Pentacórdio para Sexta 30 de Novembro

por Rui Oliveira

 

 

 

   No Pequeno Auditório do Centro Cultural de Belém, às 21h desta Sexta-feira 30 de Novembro, sobem ao palco os “a Jigsaw”, banda portuguesa nada em Coimbra e composta por João Rui voz, harmónica, guitarra, banjo, Susana Ribeiro  violino, glockenspiel, harmonium, melódica, kalimba, Jorri piano, hammond, auto harp, electric harmonium, percussão e Guilherme Pimenta bateria (convidado).

   Se o álbum anterior, “Like The Wolf”, começara a atrair a atenção da imprensa internacional, foi com o seu mais recente álbum conceptual “Drunken Sailors & Happy Pirates” que revistas da especialidade (como a francesa “Les Inrockuptibles” ou a espanhola “Ruta66” se “renderam” à música deste trio multi-instrumentista – diz o programa.

   Contarão aqui com a presença de alguns convidados especiais, como Tracy Vendal, Nicole Eitner, Mariana Lima, Gito Lima, Miguel Lima, Pedro Temporão, Henrique Amoroso, Carlos Santos e Augusto Cardoso.

   Na 1ª parte do concerto actuam os “Birds Are Indie”, grupo que reune Joana Corker, Ricardo Jerónimo e Henrique Toscano.

 

   Este é o vídeo oficial de “The Strangest Friend”, o primeiro single do álbum “Drunken Sailors & Happy Pirates” dos “a Jigsaw” :

 

 

 

         

   Na Sexta-feira 30 de Novembro, a Fundação Calouste Gulbenkian prossegue a sua actividade de abertura ao público com gosto musical organizando no seu Grande Auditório, às 21h30, mais uma sessão de entrada livre onde alguns Solistas da Orquestra Gulbenkian − neste caso Bin Chao violino, Jorge Teixeira violino, Samuel Barsegian viola, Leonor Braga Santos viola e Varoujan Bartikian violoncelo − irão tocar de Ludwig van Beethoven  Quinteto para Cordas, op. 29 e de Johannes Brahms  Quinteto para Cordas nº 2, op. 111.

   Embora por executantes diferentes (aqui o New Russian Quartet mais Shlomo Mintz viola) ouça-se o 1º andamento do quinteto de Brahms op. 111, a que se seguem os restantes reproduzindo a obra integral :

 

 

   Também com o mesmo sentido pedagógico, continuam os Pré-Concertos na Sede da Fundação Gulbenkian onde se pretende que sejam analisadas obras fundamentais do repertório erudito apresentadas pela Orquestra Gulbenkian ao longo da temporada 2012-13, em concertos seleccionados, sendo o principal objectivo desenvolver as capacidades de apreciação musical, evitando termos demasiado técnicos, mas sem receio de explorar os pilares da construção musical.

   A entrada é livre, sujeita a levantamento prévio de bilhete e à disponibilidade de lugares.

   Nesta Sexta 30 de Novembro, às 18h, Pedro Moreira, como habitualmente, apresentará uma das obras do concerto da Orquestra naquela tarde (e na noite anterior), a Sinfonia n.º 3 em Fá Maior, op. 90 de Johannes Brahms, com recurso a exemplos musicais ao piano ou em pequenos grupos, constituídos por jovens músicos como uma forma de preparar uma audição informada para o concerto que se lhes segue.

 

 

 

   Inicia nova temporada na Sexta-feira 30 de Novembro (até 16 de Dezembro), desta vez no Teatro Camões (esteve previsto para São Carlos), às 21h, o espectáculo de dança “A Bela Adormecida” pela Companhia Nacional de Bailado (que o criara em 1998).

   A célebre coreografia de Marius Petipa (numa versão coreográfica adicional de Ted Brandsen) sobre a música original de Piotr Ilitch Tchaikovski, com um argumento adaptado segundo Charles Perrault, é agora apoiada pela Orquestra Sinfónica Portuguesa sob a direção de Boris Gruzin.

   É sabido que “A Bela Adormecida” é um conto de fadas desenhado a partir duma cadeia de consecutivas inspirações, tendo o texto mais conhecido dos irmãos Grimm tido como base a versão do escritor francês Charles Perrault, retirada do livro Contos da Mãe Ganso.

   Em Janeiro de 1890, no Teatro Marinski em São Petersburgo, é estreada a primeira versão para bailado, encomendada ao compositor Tchaikovski e com coreografia de Petipa, onde a versão de Perrault foi a seguida.

   Em 1998 a CNB estreia “A Bela Adormecida” sob a responsabilidade do coreógrafo holandês Ted Brandsen a que agora se regressa, numa versão revisitada pelo próprio autor.

   Eis um excerto da apresentação feita em Março passado, onde actuam os bailarinos principais Alexandre Fernandes e Adeline Charpentier :

  

 

 

 

   Noticiando por uma vez (face à aproximação das Festas) um espectáculo para crianças (também apreciável por “crescidos”), nesta Sexta-feira 30 de Novembro (e também no Sábado 1 de Dezembro), às 10h e 16h, no Auditório do Museu Fundação Oriente, a Companhia de Dança de Almada apresenta “Jogos de Letras”

   Inspirado no livro de poemas “Estas São as Letras”, de Mário Castrim, o bailado retrata o alfabeto a partir da imagem e do som de cada letra. Tal como no livro, a imaginação individual e colectiva da jovem assistência é desafiada e o convite à participação, no lugar ou em cena, é inevitável.

   Com coreografia de Nuno Gomes, ensaios de Maria joão Lopes, cenário de Paulo Mosqueteiro e figurinos de Fauze El Kadre (figurinos), interpretam-no Beatriz Rousseau, Carla Jordão, Daniela Andana, Débora Queiroz, Luciano Fialho, Lucinda Saragga, Nuno Gomes e Sofia Silva.

   É este o seu vídeo de apresentação :

 

 

 

   Ainda a 30 de Novembro (Sexta-feira), às 22h30 no Ondajazz, apresenta-se Óai d’Ir, uma banda portuguesa recente pouco conhecida com (diz o programa) “repertório inédito de canções acústicas (?) com base nas percussões portuguesas e do mundo, e na melodia, recorrendo a instrumentos étnicos entre os quais instrumentos de raiz tradicional portuguesa … e propondo uma sonoridade world que também se inspira no Norte de África, no Médio Oriente ou no Norte da Europa”.

   Compôem-na Andreia João (voz e letras), Miguel Simões (bandolim, cavaquinho, viola braguesa), Bernardo Rolo (guitarra), Tiago Ragna (percussões) e Daniel Morgado (percussões).

   Foi esta a sua prestação no Concerto Alternativas Sintra 2012 :

 

 

 

   Por último, um evento com tema oportuno e de acesso livre ocorre às 15h desta Sexta-feira 30 de Novembro no Auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian.

   O debate (feito em inglês, com tradução simultânea) tem como motivo o lançamento do livro “China 3.0 – What does the new China think?” que será apresentado pelos organizadores do evento Teresa Gouveia, administradora da Fundação Calouste Gulbenkian e Carlos Gaspar, director do IPRI (Instituto para as Relações Internacionais).

   Seguem-se dois momentos de discussão aberta, um “On Political and Economic Affairs”, moderado por Martim Cabral, onde intervêm Pan Wei, da Beijing University e Cui Zhiyuan, da Tsinghua University e outro sobre “China’s foreign policy or «grand strategy»”, moderado por Teresa de Sousa em que participam Jonas Parello-Plesner (European Council for Foreign Relations) e Shi Yinhong, da Renmin University.  

   A organização apresenta o livro e o debate desta forma :

 

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quarta aqui )

 

 

 

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