
A revista britânica E,I,U. – Economist Intelligence Unit reviu um estudo que elaborou há 25 anos. O artigo que, em 1988, antecedia o ranking dos melhores locais para nascer dizia: “Ninguém pode decidir o sítio onde nasce, mas pode fazer alguma coisa no que se refere ao nascimento dos seus filhos». À cabeça da lista, surge agora a Suíça, substituindo os Estados Unidos, que desceram para o 16º lugar. Para a queda, contribuiu o valor elevado da dívida pública norte-americana que vai recair sobre as gerações futuras, tornando o país menos apetecível para pais que queiram o melhor para os filhos.
Entre os dez melhores países para nascer, cinco são europeus, mas apenas um pertence à Zona Euro. A Noruega, que está em terceiro lugar a seguir à Austrália, não faz parte da União Europeia. E as maiores economias, como Alemanha, Reino Unido e França, não estão entre os dez melhores países para nascer. E Portugal? Há 25 anos Portugal ficou na 32.ª posição e hoje, está em 30.º lugar. Em 25 anos subimos dois lugares. Há factores de ponderação, como sendo a amenidade do clima, que nos dão pontos, mas nos critérios económicos, nós e os restantes países do Sul da Europa, temos uma péssima pontuação.
Esta ideia da The Economist, pese embora o prestígio da revista, tem o seu quê de disparatada. Então os pais vão pôr os filhos nos países mais ricos? Fazemos como os cucos que colocam os ovos nos ninhos de outros pássaros para que estes lhes criem os filhos? Mas fingindo que levamos a sério este estudo, pode dizer-se que o 30º lugar não é mau, mas também não é brilhante. O que nos vale é que a FIFA nos atribui o 7º lugar no seu ranking. E a Suíça está em 12º. Dão umas para as outras.

