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MANIPULADORES – ARMADILHA SILENCIOSA – por Octopus

Na   vida sentimental existem manipuladores dotados da capacidade de ouvir os   outros e de manter um diálogo de charme para armadilhar as suas presas. Os   manipuladores fazem apelo ao que de mais profundo existe no ser humano: os   sentimentos, o medo e a esperança. As técnicas não diferem muito das   utilizadas na manipulação política, religiosa ou pseudo-científica.

Manipulador: Pessoa   que explora a boa-fé de alguém para com isso obter ganho ou vantagens (dinheiro, prestígio), fingindo ou aparentando ter qualidades ou habilidades   que na verdade não possuem.

Técnicas que funcionam.

As vítimas são frequentemente pessoas psicologicamente   debilitadas, que atravessam uma fase de insatisfação ou que aspiram a uma   vida melhor. O predador sabe ouvi-las, obtendo assim dados da vítima através   de uma conversa hábil, oferecendo-lhe a promessa de obtenção do que elas   desejam.

Os manipuladores alimentam as suas vítimas com esperança. Sedutores natos,   bons faladores, aprisionam a vida das suas presas numa teia alimentada, dia   após dia, com a ajuda inconsciente das suas vítimas que vão fornecendo dados   sobre as suas ânsias, os seus medos, as suas fragilidades e a vida a que aspiram.
A insatisfação social, profissional ou familiar, com os respectivos sintomas   de depressão ou ansiedade, tornam as vítimas vulneráveis. Esses períodos são   verdadeiros oásis para os predadores. Vendedores de esperança, representam   igualmente uma quebra na monotonia do casal.

Existem várias   espécies de manipulações:

O aldrabão:

O único objectivo é o   lucro, aproveita-se da situação e da vulnerabilidade de uma pessoa para a   levar a atingir os seus objectivos, que podem ser sentimentais, políticos,   religiosos ou monetários.

O bruto: 

É aquele que tem certos problemas   psicológicos, com personalidades perversas, narcisistas ou psicopáticas e que   gosta de controlar os outros. Gosta de uma relação perversa com dependência   afectiva e controlo da vítima.

O bom:

Contrariamente aos anteriores, este manipulador   acredita nos seus bons sentimentos, apresar de não ser detentor de qualquer   verdade, acredita que pode mudar o mundo ou as pessoas que o rodeiam.

 As presas:

Tanto o homem como a mulher podem ser vítimas, habitualmente de um   manipulador de sexo oposto. Na nossa sociedade baseada no domínio masculino,   é muito fácil um bom falante retribuir às mulheres o que estas estão à   espera: confiança, lugar social, compreensão, esperança e sexo. No fundo,   tudo a que têm direito mas que a sociedade desigual não lhes concede. Por seu   turno, o homem é frequentemente atraído pelo aspecto físico e sexual da manipuladora,   sendo que aqui as promessas sociais são menos habituais.

O principal problema da presa é a perda de confiança em si, na sua relação   com os outros e nos seus objectivos de vida. O manipulador inicialmente   fascina, depois desvaloriza a sua vítima, ocupa pouco a pouco lugares vazios   que sabe ocupar, os sinais de alarme que podem existir em relação ao   manipulador são minimizados pela presa.


Existem   vários critérios para desmascarar os manipuladores:

 – culpabilizam   os outros, em nome de uma qualquer ligação sentimental, de amizade, de amor,   ou de consciência profissional,


– colocam a responsabilidade nos outros, demitindo-se das suas próprias   responsabilidades,

–  não comunicam   claramente as suas opiniões, sentimentos ou necessidades,

–  respondem de   uma maneira geral de forma muito vaga,


– emitem opiniões em função das pessoas e situações presentes,

– evocam razões   lógicas para disfarçarem os seus pedidos,


– evocam que cada um deve ser perfeito,


– duvidam da capacidade dos outros, das suas competências, desvalorizando-as,


– transmitem as mensagens e opiniões através de outra pessoa,


– criam conflitos fictícios para criar confusão, dividir para reinar,


– colocam-se sempre no papel vítima para serem objecto de compaixão,


– não responde à questões essenciais, apesar de dizerem estarem a tratar   delas,


– utilizam os princípios morais dos outros para atingirem os seus fins,


– utilizam a ameaça, mesmo quando disfarçada, para chegarem seus objectivos,


– mudam frequentemente de assunto quando não lhes interessa,

– apostam na   ignorância dos outros em certos assuntos para mostrarem a sua superioridade,

– mentem,

– utilizam factos   falsos para afirmarem as suas ideias que dizem verdadeiras,

–  são   egocêntricos,


– podem ser ciumentos,


– não suportam as críticas e negam as evidências,


– não têm em conta os direitos, as necessidades e os desejos dos outros,


– utilizam o último momento para ditarem ordens ou fazerem com que outro tome   decisões,


– os seus discursos parecem lógico e coerente apesar das suas atitudes   parecerem o contrário,


– lisonjeiam e oferecem prendas,


– colocam no outro um sentimento de mau-estar e de não liberdade,


– são eficazes para atingirem os seus objectivos em detrimento dos outros,


– obrigam o outro a fazer coisas que provavelmente em circunstâncias normais   não o teria feito,


– são objecto das conversas, mesmo quando ausentes.

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