
Porém, a questão das independências das nações subjugadas foi amplamente debatida. De salientar o elevado número de leituras que tivemos no Estado espanhol. Registe-se que acaba de chegar mais um depoimento.
Sabemos que a influência política de um debate como o nosso é insignificante e actua sobre um universo muito reduzido. Se, entre as muitas centenas de leituras dos vinte e cinco artigos publicados, algumas dezenas de pessoas ficaram com ideias mais claras sobre o que o Estado a que se chama Espanha é na realidade, o nosso objectivo terá sido alcançado.
Se quisermos definir em poucas palavras a conclusão a que se chegou. Diríamos, respondendo à pergunta “Espanha Existe” – Sim, Espanha existe, mas não como o centralismo de Madrid a quer impor. Muitos dos cidadãos do Estado espanhol não se consideram espanhóis. Outros, interpretam o nome como uma designação genérica, abrangente. Pensamos que este tema deve continuar a ser discutido e sê-lo-á. De segunda a sexta-feira, na nossa secção “Panínsula/Penintsula” o debate vai continuar. Tenhamos a força que tenhamos, não abdicamos de defender as causas em que acreditamos.

