Soneto: CANTAR-TE-EI , OLIVENÇA
Não sei que mais dizer a teu respeito
que por outros não tenha sido dito!
Mas, Olivença, bates no meu peito
com força de tamanho infinito…
Por isso nenhum poema já feito
esgotou em mim aquilo em qu’ acredito:
que cantar-te tem em mim o efeito
de aliviar o meu coração aflito!
Não sei se em mim encontro engenho
p’ra continuar a cantar o que em ti
me faz pôr à mostra tudo o que tenho!
Só posso dizer que tudo o que senti
foi renovar-se em mim o empenho
de conhecer muito mais do que já vi!
Estremoz, 7 de Janeiro de 2013
Carlos Eduardo da Cruz Luna

