por Rui Oliveira
Novo dia de reduzida oferta, esta Quarta-feira, 20 de Março, onde de novo um evento “gulbenkianico” surge como único destaque.
Ludwig van Beethoven Concerto para Piano e Orquestra nº 2, op. 19
Concerto para Piano e Orquestra nº 4, op. 58
Concerto para Piano e Orquestra nº 3, op. 37
Por último e significativamente, Rudolf Buchbinder designa “uma das sua principais preocupações como o «Novo Testamento» do repertório pianístico”, traduzindo-se na interpretação cíclica das trinta e duas Sonatas para Piano de Beethoven, que tocou em mais de trinta cidades, incluindo Munique, Viena, Hamburgo, Zurique e Buenos Aires.
Podemos apenas apresentar-lhes, hoje, um exemplo da técnica pianística de Rudolf Buchbinder na execução de outro concerto de Beethoven, aqui o andamento final Rondo (Vivace) do Concerto nº 4 em Sol Maior, op.58, dirigindo ao mesmo tempo a Orquestra (?) no Teatro Rossini em Pesaro (Itália) em 2011 :
Outro evento musical, de menor importância óbvia, será o Concerto Antena 2 (com habitual entrada livre) que terá lugar esta Quarta-feira, 20 de Março, às 19h, no Auditório da Escola Secundária Camões (o antigo Liceu de Camões) onde actuarão os “L.A. New Mainstream”, um agrupamento formado no início do ano 2011 em torno de Lars Arens, trombonista, compositor/arranjador e professor na Escola Superior de Música (ESML), onde pretende reunir algumas das grandes revelações da geração nova de músicos de jazz portugueses.
Compõem o grupo Lars Arens (trombone), Desidério Lázaro (saxofone tenor), André Santos (guitarra), Daniel Bernardes (piano), António Quintino (contrabaixo) e Joel Silva (bateria).
O repertório desta noite consistirá maioritariamente em originais de Lars Arens, mas incluindo igualmente algumas versões modernas sobre jazz standard, a saber :
De Lars Arens A Malha Rodrigues, Mechanics, Pato do Einstein, Ganz heimlich still und leise e Double Bass Base.
Este foi o teaser do lançamento do 1º disco dos “L.A. New Mainstream” com alguma teorização dos propósitos de Lars Arens :
As vozes serão de Alberto Pacheco e Rui Aleixo, o violoncelo barroco de Edoardo Sbaffi e o cravo de Mário Trilha.
(Nota: para assistir é pedida uma doação de 8 Euros)
A obra de François Couperin , pianista titular da prestigiada tribuna de organista na igreja parisiense de Saint Gervais e em parte na Chapelle Royale e ainda músico, embora discreto, na Corte de Louis XVI, é composta por inúmeras peças, instrumentais e vocais, de conteúdo profano ou religioso, algumas das quais lhe asseguram um lugar de primeiro plano entre os músicos franceses do seu tempo, nomeadamente as suas peças para orgão, as suas Leçons de Ténèbres pour le Mercredi Saint, as suas Sonatas e Concertos Reais onde conseguia conciliar os gostos francês e italiano.
Deixamo-o com a interpretação notável feita da 3ª Leçons de Ténèbres pelas vozes de Montserrat Figueras e Mari Cristina Kiehr ; é também possível ouvir aqui a 1ª Lição das Trevas por Caroline Mutel (soprano) e Karine Deshayes (mezzosoprano) com o Ensemble les Nouveaux Caractères dirigido por Sébastien d’Hérin : http://youtu.be/PbOz7ngsics
O programa integral está em : http://www.festadocinemaitaliano.com/
Nesta 6ª edição, de 20 de Março a 9 de Junho (mas em Lisboa só até 28 de Março), marcada pela passagem do evento para o Cinema São Jorge, o cartaz apresenta uma mostra das melhores longas-metragens (em competição e fora de competição) produzidas ao longo da última temporada em Itália; ciclos de retrospectiva (Focus: Mani in Alto! Cinema de género italiano dos anos 70), uma homenagem aos 50 anos de 8 ½ de Federico Fellini e de Il Gattopardo, de Luchino Visconti (Amarcord). A grande novidade este ano a nível de estrutura de programação, é o lançamento da secção Altre Visioni, composta por obras que reflectem uma abordagem singular à linguagem cinematográfica. Haverá ainda lugar para a exibição de uma seleção de curtas numa sessão especial dedicada ao jovem autor Alessio di Zio.
É dado ainda espaço à música, com o concerto dos Calibro 35, banda inspirada nas trilhas sonoras dos policiais italianos dos anos 70.
Nesta Quarta-feira, às 19h30, há Dopo le 8 ½, a já mítica Festa de Abertura do 8 ½ no miradouro das Portas do Sol, aberta a todos os convidados, curiosos e interessados pela cultura Italiana. A música estará a cargo de Il Commissario Cinzano e dos seus “criminal grooves & soft porn” (segundo a organização).
Como NOTÍCIA EM ATRASO (lapso nosso !) lembramos que há HOJE (Segunda-feira, 18) no bar de A Barraca, no Cinearte, o 46º Encontro Imaginário escrito e moderado por Helder Costa, onde vão estar frente a frente os seguintes personagens (segundo o guião) :
Almeida Garrett, “um brilhante revolucionário de 1820 e combatente contra o absolutismo ao lado de D. Pedro (que) foi escritor, dramaturgo, orador, par do reino, ministro e secretário de estado. Ressuscitou o teatro em Portugal, criou o Conservatório de Arte Dramática e o Teatro Nacional D. Maria II”.
Pablo Neruda, “o célebre poeta chileno, infatigável activista político, militante do partido comunista, de brilhante carreira diplomática (que) faleceu dias depois do golpe fascista de Pinochet em 1973, indo o seu corpo ser exumado dentro de dias a pedido dos familiares devido a suspeitas de assassinato.
E por último, Napoleão III, “hábil manipulador que escrevia e fazia declarações completamente contraditórias para satisfazer todas as classes civis e militares, assim conseguindo ser eleito presidente da República (!) Claro que da má fama não se livrou, e acabou por ser exilado ficando conhecido por “o pequeno Napoleão”, como Victor Hugo o nomeava…”.
Interpretam estes personagens Adérito Lopes (Almeida Garret), Sérgio Moras (Napoleão III) e João D’Ávila (Pablo Neruda).
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui)


