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LIBERDADE – por Manuel Simões

LIBERDADE

Chegaste com um atraso de anos

à minha ânsia de perceber

a complexa trama dos enganos.

Sabia-te como a chuva de Verão,

contigo esperava sempre renascer

quando o cheiro da terra chega ao coração.

Eras a minha sombra, o som

essencial da palavra por dizer,

a brisa prometida, o inesperado dom.

Como vento ligeiro, tocaste ao de leve

a natural euforia do amanhecer.

E, fugidia, de ti ficou sinal tão leve.

(Abril de 2013)

Ilustração: Quadro de Dorindo Carvalho

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