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MARTINICA, UMA ILHA DAS CARAÍBAS. Por João Machado

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A Martinica é uma ilha das Pequenas Antilhas, que  formam um arco a oriente do Mar das Caraíbas, separando-o do Oceano Atlântico. As Pequenas Antilhas ficam na zona de subducção entre duas placas tectónicas, a das Caraíbas e a da América do Sul, e incluem uma série de 18 vulcões, o mais famoso dos quais é a Montanha Pelada, situada precisamente no norte da Martinica. Destruiu a cidade de Saint-Pierre em 1902, causado um elevado número de vítimas. Outro vulcão é o chamado Soufrière Hills, na ilha de Montserrat, que teve uma violenta erupção em 1995.

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A Martinica tem um pouco mais de mil e cem quilómetros quadrados de superfície, e mais de quatrocentos mil habitantes. Outrora a sua actividade principal era a agricultura, produzindo açúcar, café, e cacau para exportação. Actualmente o turismo constitui a principal fonte de receita da ilha, graças às suas belezas naturais e ao encanto das suas cidades. Esta foi ocupada em 1635 pelos franceses, que em 1660 expulsaram os indígenas, e introduziram escravos africanos. A população actual é formada principalmente por crioulos, com cultura e língua bem características. Política e administrativamente a Martinica hoje em dia é um departamento ultramarino francês.

Saint Pierre, com a Montanha Pelada ao fundo. Obrigado à Wikimedia Commons.

A capital da Martinica, actualmente, é Fort-de-France. Até 1902, foi Saint Pierre, cuja beleza e desenvolvimento lhe valeu ser cognominada como a Paris das Caraíbas. A erupção vulcânica ocorrida naquele ano destruiu a cidade completamente, e matou os seus 30 000 habitantes. Hoje é uma pequena cidade, belíssima como se pode ver na imagem acima.

Rua Antoine Siger, em Fort-de-France. Obrigado à Wikimedia Commons.

Em Fort-de-France vive cerca de um quarto da população da ilha. A imagem acima dá uma ideia do seu movimento e das suas gentes. A história da Martinica é a de uma sociedade colonial, muito agitada e com períodos de grande violência. O seu desenvolvimento cultural parece ser muito significativo. Dois dos seus filhos foram Aimé Cesaire e Frantz Fanon. O primeiro, político e homem de letras, fundou com o senegalês Senghor e outros, o movimento político e cultural Négritude. O segundo, psiquiatra, filósofo e combatente anti-colonial , escreveu, entre outras obras, Os Danados da Terra.

Aimé Césaire 1913 – 2008
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Frantz Fanon 1925 – 1961
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Obrigado às entidades mencionadas. Pedimos compreensão pela utilização dos elementos utilizados neste post, e são essenciais para dar uma ideia, mesmo muito sucinta, do que foi e é a vida na Martinica.

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