Muitas empresas ainda hoje se sustentam no senso comum e nas rotinas. Isso faz com que perante a necessidade de mudar surjam atritos e mal entendidos, porque a rotina se intromete na concretização da mudança e faz com que se tropece nela.
Mas o pior é a dificuldade em aceitar a incapacidade para alterar as coisas. Nem sempre é percebível que a incapacidade para mudar normas de atuação, de acordo com numa nova ordem, não é culpa das coisas serem feitas como sempre foram. Porque há muito tempo que se procede de um determinado modo está-se convencido de que se sempre se fez assim e deu bom resultado, não vale a pena mudar nada!
Tal como aquele jogador de futebol que tropeça nos seus próprios pés fora da grande área e fica à espera que o árbitro marque grande penalidade, também os que tropeçam na sua própria rotina ficam à espera que alguma coisa mude e o tempo lhes venha a dar razão, sem se aperceberem de que há novas maneiras de atuar, produzir e gerir.
Não é possível navegar junto à costa, em curtas viagens que confirmem o que já sabem. É preciso procurar o desconhecido, com recursos e novos instrumentos de orientação. Quando as coisas não correm como o desejado, é necessário não prosseguir por caminhos já trilhados. Sentir inquietude poderá ser importante para explorar e seguir outras vias.
Há que estimular a auto responsabilização dos colaboradores. A sua capacidade e sentido de observação, para compreenderem a necessidade de se questionarem, interligarem as informações disponíveis, para ganharem mais competências, para tomarem melhores decisões-
Porém não podem esquecer que a empresa tem que funcionar como uma equipa e de que as decisões individuais têm que ter em conta o projeto do grupo, porque o coletivo e a empresa tem de ser sempre o foco.
Os colaboradores das empresas que queiram vencer, terão que ter presente que uma ave não voa com uma só asa e que é preciso juntarem o sentimento e o pensamento, a cabeça e o coração, sem o que os projetos terão dificuldade em ser bem sucedidos.

