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GREVE DOS PROFESSORES – SITUAÇÃO LAMENTÁVEL. GOVERNO LAMENTÁVEL.

De toda esta gente que Passos Coelho escolheu para constituir o seu executivo, talvez fosse Nuno Crato o mais prestigiado. E, no entanto, ei-lo assumindo a sua condição de membro do pior governo de que há memória desde 1974. Ontem veio, numa conferência de imprensa, comunicar que o governo vai recorrer da decisão do colégio arbitral que dispensou de serviços mínimos os exames de 17 Junho, dia de greve dos professores. E lança um braço de ferro com as estruturas sindicais ao afirmar que os exames marcados para dia 17 vão ser mantidos, embora não tenha explicado como.

Antolha-se empresa arriscada enveredar por uma posição de força quando tudo indica que não existem meios para suprir a falta dos professores. A Constituição, como já aqui lembrámos, não admite restrições ao direito á greve e não parece que haja uma solução com enquadramento legal após a decisão do colégio arbitral. O ministro diz: «Reconhecemos o direito à greve, mas uma greve a exames é lamentável”, o que, convenhamos é um fraco argumento. Lamentável, sem dúvida que é. 75 mil alunos com exames de Português e de Latim não vão poder ser avaliados. Se o Governo reconhece o direito à greve, só tem de adiar a data da avaliação. A intransigência vai tornar a situação ainda mais lamentável. Nuno Crato diz que os professores não podiam ser tratados de maneira diferente” da restante função pública. Ou seja, todos os funcionários públicos têm de ser prejudicados. O ministro terminou a conferência de imprensa com apelo aos “professores e directores para que os exames de dia 17 decorram sem prejudicar os alunos”. A situação é lamentável, o ministro é lamentável e o governo é extremamente lamentável.

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