“TRICOTANDO” UM NOVO PROJECTO DA REDE DE BIBLIOTECAS DE LISBOA – por Clara Castilho
clara castilho
Após uma interrupção na publicação desta rubrica durante o mês de Agosto, recomeçamos hoje com este interessante artigo de Clara Castilho sobre as Bibliotecas Municipais de Lisboa.
Temos que reconhecer o esforço feito pelas Bibliotecas Municipais de Lisboa (BLX), na promoção do livro, da leitura e das literacias, enquanto pilares da formação cultural e cívica. Tendo levado a cabo iniciativas que vão neste sentido em 2010, irão, no dia 12 de Setembro, , às 10H00, no Auditório Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, mostrar o que se propõem fazer no ano lectivo 2013-2014. Com o título de “Tricotando”, destina-se aos jardins-de-Infância e escolas do 1º, 2º e 3º Ciclo, apostando na estimulação da experimentação.
Para além das crianças, as iniciativas dirigem-se também às famílias, já que estas são os primeiros “passadores de conhecimento” na infância.
E de onde vem esta ideia de “Tricotando”? Susana Silvestre, chefe de divisão da Rede de Bibliotecas de Lisboa, explica o centro da história:
“Numa grande casa cheia de livros, ilustrações, sons e texturas mora uma formiga. Ao longo de três anos viajou por vários lugares, conheceu personagens que faziam rir, outros chorar e leu muitas histórias que davam vontade de devorar. Umas pequeninas e leves, umas enormes e sonoras, outras silenciosas e quentes. Naquela casa de livros havia muitos novelos de leitura, que ganhavam vida quando a formiga pegava nas agulhas e dava início à manta de histórias. Contava de galope histórias de aventuras, outras que batiam forte como um coração apaixonado, e havia ainda as da bicharada, que às vezes vinham um pouco atrapalhadas. De manhã à noite tricotava palavras, imagens e texturas, com linhas coloridas, umas grossas e outras finas. Dava pontos sem nó, uns de ponta alongada, outros torcidos e às vezes perdidos, outros soltos e salpicados e havia ainda os entrelaçados. Quanto mais tricotava mais a manta de contos crescia. Com pontos favos de mel, de arroz, quadrados e torcidos, as histórias ganhavam cor, as personagens apareciam e as memórias perpetuavam-se no tempo. E enquanto tricotava, a formiga contava e cantava histórias como os nossos avós sempre o fizeram”.
Quem se interessa por esta área, do ponto de vista profissional, ou tem filhos e com eles quer passar momentos agradáveis, num “investimento” da leitura, poderá consultar o site da Rede de Bibliotecas e ficar a saber o quê, como e onde o poderá fazer. As actividades requerem inscrição prévia.