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EDITORIAL – ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS OU ELEIÇÕES NACIONAIS?

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As eleições autárquicas que ontem se realizaram foram sem dúvida bastante influenciadas pela conjuntura nacional. Numa primeira abordagem aos resultados, que parecem ainda não estar totalmente apurados, nota-se que parte do eleitorado resolveu deslocar o seu voto para a esquerda, dando maior votação para o Partido Socialista, que contudo perde algumas câmaras de grande peso. Conquista Sintra e Gaia, por exemplo, mas perde Braga, Évora, Beja e Loures, entre outras câmaras. O Partido Comunista, na coligação CDU, vê reforçada a sua presença no campo autárquico, o que é sem dúvida notável.

Para além do que ficou acima dito, há dois aspectos importantes a assinalar: o quebrar da unanimidade jardinista na Madeira e o triunfo de vários candidatos que correm por fora do esquema partidário. Vai levar algum tempo até que se possa ter maior certeza sobre se será uma tendência definitiva no primeiro caso, e, quanto ao segundo, conseguir avaliar com precisão mínima se há um factor comum entre casos tão diferentes como o Porto, Matosinhos e Oeiras, só para referir algumas das situações.

Talvez mais importante ainda seja destacar o peso da votação em branco que, em conjunto com os votos invalidados, atingiu números muito expressivos. Quanto à abstenção total, foi sem dúvida muito elevada, mas não se poderá ter uma ideia mais exacta do seu peso, devido ao estado dos cadernos eleitorais, que continuam a incluir elevado número de eleitores falecidos ou que mudaram de residência.

Voltaremos a este tema mais tarde.

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