e todavia…
No silêncio das luas
guardamos revoltas,
rastejamos sofrimentos
na névoa da nossa atraiçoada condição.
Perdemos tudo:
a beleza, o trabalho, a casa, a família, a saúde,
o amor, o sonho, a esperança, o futuro…
Porque tudo nos tiram
e tudo deixamos que nos tirem.
E todavia…
continua a haver um território,
um hino, uma bandeira, um povo.
E todavia…
somos gente.


