E TODAVIA… , por ANTÓNIO SALES

António Sales 

e todavia…

 

 

No silêncio das luas

guardamos revoltas,

rastejamos sofrimentos

na névoa da nossa atraiçoada condição.

 

 

Perdemos tudo:

a beleza, o trabalho, a casa, a família, a saúde,

o amor, o sonho, a esperança, o futuro…

Porque tudo nos tiram

e tudo deixamos que nos tirem.

 

 

E todavia…

continua a haver um território,

um hino, uma bandeira, um povo.

 

 

E todavia…

somos gente.

 

 

António A. Sales

Janeiro 2014

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