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UNICEF – MAIS DADOS DA SITUAÇÃO MUNDIAL por clara castilho

Debrucemos-nos sobre alguns dados específicos de países mais próximos. Vamos referir-nos só aos países de língua portuguesa.

No que se refere ao trabalho infantil:

A Guiné-Bissau é país lusófono com a maior taxa de trabalho infantil: 38% das crianças trabalham. Seguem-se Timor-Leste, com 28%, e Angola, com 24% e  Moçambique com uma taxa de 22%. E Cabo Verde e Portugal? Pois, o trabalho infantil ainda pode ser assinalado em três por cento da população infantil. Já do outro lado do Atlântico, no Brasil, o número é de 9% das crianças a trabalharem.

Casamento infantil:

Moçambique vai à frente, com 14% das crianças a casarem-se antes dos 15 anos, seguindo-se a Guiné-Bissau com 7%. Em São Tomé e Príncipe, as taxas baixam para 8% e 5%, respectivamente. No Brasil são 11% as crianças aa casarem-se muito jovens.

Esperança de vida:

Moçambique é o país de língua portuguesa com mais baixa esperança de vida (50 anos), Angola (51) e a Guiné-Bissau (54) por perto. Em São Tomé, as pessoas vivem em média até aos 66, em Timor-Leste chegam aos 67 anos e os cabo-verdianos podem viver até aos 75 anos. Em Portugal poder-se-á esperar em médica chegar aos 80 anos. No Brasil, fica-se mais abaixo, nos 74 anos.

Mortalidade infantil:

No que se refere a crianças com menos de cinco anos, Angola é o segundo país com pior situação, com 164 casos em cada 1000, apenas suplantado pela Serra Leoa. a Guiné-Bissau (6.º lugar), Moçambique (22.º), Timor (48.º), São Tomé (50.º), Cabo Verde (88.º) e Brasil (120.º). Quase no final da tabela surge Portugal, em 170.º do ranking mundial.

Natalidade:

Angola e Timor-Leste a natalidade é de seis crianças por mulher, seguindo-se Moçambique com 5,3 filhos, São Tomé com 4,1, Guiné-Bissau com 2,6 crianças, Cabo Verde com uma taxa  de 2,3. No Brasil, este valor é de 1,8 e Portugal está no fundo da tabela, com 1,3 crianças por mulher.

Literacia da população adulta:

Moçambique tem a taxa mais baixa: apenas metade dos moçambicanos com mais de 15 anos (51%) sabe ler e escrever, na Guiné-Bissau é de 55% e em Timor é de 58%. Em Angola e São Tomé e Príncipe, 70% dos adultos sabem ler e escrever. A taxa de literacia em países como Cabo Verde é de 85%. O Brasil alcança os 90% e em Portugal regista 96%.

No que se refere a Portugal, os dados internos quanto a trabalho e casamento infantil apontam para que venha a manter-se na mesma situação. Já no que se refere à natalidade e à mortalidade infantil, a tendência está a ser para que a primeira venha ainda a diminuir e a segunda a aumentar. Todo o excelente trabalho feito pelo Serviço Nacional de Saúde está a voltar atrás e a mortalidade infantil a aumentar. Quanto à natalidade…pelo menos as crianças “programadas” vão sendo adiadas devido à crise económica. A esperança de vida, temo que desça. De qualquer modo, seremos, em breve um país de velhos, a “importar” jovens de algum lado, depois de termos “exportado” os nossos, obrigando-os a irem trabalhar para o estrangeiro.

 

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