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“O Homem ainda não existe – Compartilhando reflexões para que ele exista”, um livro de Christina Montenegro

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O Homem ainda não existe – Compartilhando reflexões para que ele exista, um livro da psicóloga brasileira Christina Montenegro. Transcrevemos a sinopse da edtora: 


“No planeta existem muitos homens, mas ‘O Homem’ (chamamento pelo coletivo que caracteriza um ‘Ator Social’, nomenclatura do universo da sociologia) ainda não, já que é a única categoria de Gênero que ainda não debateu suas questões singulares, não tendo consequentemente se organizado autonomamente para fazê-lo (até agora).
Não precisamos mais falar ‘as mulheres’; se falamos ‘A Mulher’ sabemos que falamos das mulheres. Não precisamos mais falar ‘as lésbicas, os gays, os bissexuais, os travestis, os transgêneros’, etc; falamos LGBTT* e compreendemos a que universo social de Gênero nos referimos. Mesmo nos países mais resistentes ao debate das questões de Gênero há muito tempo existem ONGs para acolhê-lo quando se trata da Mulher ou de LGBTT*: isso é fruto da organização conquistada por esses grupos. Para falar dos homens continuamos precisando falar… dos homens. Não há – ainda – um coletivo que o represente social/econômica/politicamente. Não houve sequer reflexão, diálogo e negociação significativa entre os homens e trans-homens do universo LGBTT*, e os homens que se percebem heterossexuais. Creio na possibilidade de emergência de um Masculino, com referencial identitário Masculino (que ainda nos parece necessário desbravar), tão autônomo (independente de convocação institucional) quanto o Feminino o conquistou (assim como a turma LGBTT*), e com renovado Projeto próprio. Isso não só beneficiará a convivência dos homens com sua própria interioridade, mas também com (e entre) os demais homens, com (e entre) grupos de Gênero, ou grupos etários  – grupos de outra categoria social/humana qualquer. A Academia, e algumas outras instituições, há muito despertaram para a gravidade do tema, e – de cima para baixo – tentam ao menos mobilizar o debate e a organização dos homens. Aguardamos, com muitas perguntas que queremos compartilhar contidas nesse livro, o despertar autônomo do cidadão comum (repito: independente dessa convocação institucional), crendo que quanto mais o contingente masculino torne sua singularidade uma QUESTÃO a elaborar, menos nossos descendentes correrão o risco do Filicídio: descendentes que não sabemos mais se vão nascer e sobreviver, e que parecem receber um mundo hostil e quase morto já ao chegar, quando conseguem chegar. Acreditamos também na plausibilidade da tessitura da Ética com a Estética, e na Arte (e, dentro dela, especialmente o humor e a Comédia) como instrumentos plausíveis de qualificação das capacidades de reflexão, renovação e transformação de quaisquer questões, inclusive a que aqui está em pauta. Rir e pensar não são incompatíveis.”

 

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