Este admirável soneto de Antero de Quental já tinha sido incluído no Estrolabio, no Verbarte, a 3 de Julho de 2011, com a nota seguinte:
Fui buscar este poema aos Sonetos Completos de Antero Quental (1842 – 1891), da Biblioteca Ulisseia de Autores Portugueses, edição de 2002. À Editora Ulisseia e a Ana Maria Almeida Martins, autora da magnífica introdução que acompanha a obra, VerbArte apresenta os seus melhores cumprimentos.
Ver http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1640635.html
Reproduzimos agora o que então foi escrito, acrescentando que Antero nasceu a 18 de Abril de 1842. Daqui a poucos dias completar-se-ão 172 anos sobre essa data. Do mesmo livro, do prefácio de Oliveira Martins, inserimos a seguir algumas linhas, para ajudar a recordar o homem que era o autor do soneto acima:
“Eu não conheço fisionomia mais difícil de desenhar, porque nunca vi natureza mais complexamente bem dotada. Se fosse possível desdobrar um homem, como quem desdobra os fios de um cabo, Antero de Quental dava alma para uma família inteira. É sabidamente um poeta na mais elevada expressão da palavra; mas ao mesmo tempo é a inteligência mais crítica, o instinto mais prático, a sagacidade mais lúcida, que eu conheço. É um poeta que sente, mas é um raciocínio que pensa. Pensa o que sente; sente o que pensa.”