Poema de Agostinho da Silva (in “Uns Poemas de Agostinho”, Lisboa: Ulmeiro, 1989 – pág. 125) Dito por José-António Moreira (in “Sons da Escrita” N.º 298, 01-Out-2010)
Tudo pode vir do nada
várias tintas várias telas
esta vida em que vivemos
é apenas uma delas
mil outras no mesmo espaço
mil outras em hora igual
rivalizam no sonhar
o que pensamos real
e podemos ir além
neste quadro que vos traço
tempo é tempo imaginado
em que se limita o espaço.
Vos direi o que é o tal
Poema de Agostinho da Silva (in “Uns Poemas de Agostinho”, Lisboa: Ulmeiro, 1989 – pág. 140) Dito por José-António Moreira (in “Sons da Escrita” N.º 298, 01-Out-2010)
Vos direi o que é o tal
alicerce em que me afundo
todos somos limitados
não o é porém o mundo
não ireis pois por ninguém
e por mim menos que nada
a vida vos seja guia
consultada e meditada
ou quem sabe se sonhada
ou quem sabe se inventada.
Por causa do mundo curvo
Poema: Agostinho da Silva (in “Uns Poemas de Agostinho”, Lisboa: Ulmeiro, 1989 – pág. 83) Música: Henrique Lopes Intérprete: Contrabando* (in CD “Fresta”, Contrabando, 2000)
Por causa do mundo curvo
eis aqui o que procuro
ter eu amor do passado
com a paixão do futuro
mas há remédio bem simples
para não ser inseguro
é amar vida sem tempo
ou seja o presente
Nuno Cabrita – voz Henrique Lopes – guitarras acústicas José Carias – baixo eléctrico Luís Melgueira – percussões Arranjos e direcção musical – Nuno Cabrita e Henrique Lopes Produção – Nuno Cabrita e Contrabando Produção executiva – Nuno Cabrita Gravado por Rui Guerreiro, no MG Estúdio, entre Setembro de 1998 e Março de 1999 Misturado por António Cordeiro e Nuno Cabrita, no Estúdio d’Aldeia, São Marcos – Cacém, em Abril e Maio de 1999 Masterizado por António Cordeiro, no Estúdio d’Aldeia, em Junho de 1999 puro. *