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“Celebrando Agostinho da Silva” – 7 – por Álvaro José Ferreira

Nota prévia:

Para ouvir os poemas e outros textos de Agostinho da Silva, bem como as “Conversas Vadias”,

há que aceder à página http://nossaradio.blogspot.com/2014/04/celebrando-agostinho-da-silva.html

e clicar nos respectivos “play áudio/vídeo”.

Tudo pode vir do nada

Poema de Agostinho da Silva (in “Uns Poemas de Agostinho”, Lisboa: Ulmeiro, 1989 – pág. 125) Dito por José-António Moreira (in “Sons da Escrita” N.º 298, 01-Out-2010)

Tudo pode vir do nada

várias tintas várias telas

esta vida em que vivemos

é apenas uma delas

mil outras no mesmo espaço

mil outras em hora igual

rivalizam no sonhar

o que pensamos real

e podemos ir além

neste quadro que vos traço

tempo é tempo imaginado

em que se limita o espaço.

Vos direi o que é o tal

Poema de Agostinho da Silva (in “Uns Poemas de Agostinho”, Lisboa: Ulmeiro, 1989 – pág. 140) Dito por José-António Moreira (in “Sons da Escrita” N.º 298, 01-Out-2010)

Vos direi o que é o tal

alicerce em que me afundo

todos somos limitados

não o é porém o mundo

não ireis pois por ninguém

e por mim menos que nada

a vida vos seja guia

consultada e meditada

ou quem sabe se sonhada

ou quem sabe se inventada.

Por causa do mundo curvo

Poema: Agostinho da Silva (in “Uns Poemas de Agostinho”, Lisboa: Ulmeiro, 1989 – pág. 83) Música: Henrique Lopes Intérprete: Contrabando* (in CD “Fresta”, Contrabando, 2000)

Por causa do mundo curvo

eis aqui o que procuro

ter eu amor do passado

com a paixão do futuro

mas há remédio bem simples

para não ser inseguro

é amar vida sem tempo

ou seja o presente

Nuno Cabrita – voz Henrique Lopes – guitarras acústicas José Carias – baixo eléctrico Luís Melgueira – percussões Arranjos e direcção musical – Nuno Cabrita e Henrique Lopes Produção – Nuno Cabrita e Contrabando Produção executiva – Nuno Cabrita Gravado por Rui Guerreiro, no MG Estúdio, entre Setembro de 1998 e Março de 1999 Misturado por António Cordeiro e Nuno Cabrita, no Estúdio d’Aldeia, São Marcos – Cacém, em Abril e Maio de 1999 Masterizado por António Cordeiro, no Estúdio d’Aldeia, em Junho de 1999 puro. *

 

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