Gabriel García Márquez, de 87 anos, Prémio Nobel da Literatura em 1982, morreu hoje na Cidade do México.Em 2012, seu irmão Jaime García Márquez informara que, tendo sido diagnosticada demência e perda de memória o autor de Cem anos de solidão não voltaria a escrever.
Homem com convicções de esquerda, o grande escritor colombiano esteve em Lisboa no «verão quente» de 1975, escrevendo três reportagens para a revista “Alternativa”, por si fundada. Num postal enviado a um amigo, dizia – “Lisboa é a maior aldeia do mundo.”[…] Portugal está condenado a sentar-se de sapatos rotos e casaco remendado na mesa dos mais ricos do mundo”. Falou com políticos, militares, almoçou e jantou com Otelo Saraiva de Carvalho, Vasco Gonçalves, os escritores José Saramago, então director adjunto do Diário de Notícias, José Cardoso Pires ou Maria Velho da Costa. Gabriel García Márquez construiu uma das obras literárias mais consistentes do século XX, abrindo ao chamado realismo socialista as portas para uma riqueza vocabular sem limites, sem fronteiras – o chamado realismo mágico ou maravilhoso, de que o escritor hoje falecido foi o indubitável chefe de fila-
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