PODEMOS PENSAR NUM OUTRO HINO DE PORTUGAL? por Clara Castilho
clara castilho
Foi o que pensaram, há dois anos, Paulo Borges (letra), António Victorino d’Almeida (música). Se começou como uma iniciativa de um novo partido (PAN), nem todos os que colaboraram serão seus militantes. E porque também não o sou, mas sou adepta de aproveitarmos o que é bom, aqui, no dia de hoje, falo sobre ele.
Foi apresentado a 10 de Junho de 2012, num evento público no Coreto do Jardim da Estrela em Lisboa. O video realizado é de autoria de Edgar Pêra. Segundo o autor da letra este “Hino do Portugal dos Grandes não é um novo hino para Portugal. É um hino para um Novo Portugal, de todos os que se dedicam à solidariedade social, à protecção dos animais, das minorias e dos sectores mais desfavorecidos da população, à defesa das crianças, das mulheres e dos idosos, à luta contra a fome e a pobreza, à busca de alternativas espirituais, culturais, educativas, terapêuticas, económicas, ecológicas, sociais e políticas e que estão a caminhar no mesmo rumo, o de uma nova civilização, mais sã, consciente, ética e justa”.
Hino Portugal dos Grandes
Da ocidental praia lusitana Do finisterra europeu Da noite do mundo como breu Da noite da era que morreu Outro Portugal se ergue Irmão da Terra e do Céu
Rosto atlântico voltado ao oceano Abraço armilar ao mundo Vida Nova te espera Renascida do azul profundo
Portugal dos Grandes Coração vasto e fundo Abraça todos os seres Cria um Novo Mundo
Tua pátria todo o planeta Todos os povos teus irmãos Todas as vidas tua vida Folhas, patas, asas, mãos
Quebra todas as amarras Abre o peito, solta a voz Desperta deste sono O salvador somos nós
(3x) Portugal dos Grandes Coração vasto e fundo Abraça todos os seres Cria um Novo Mundo
Paulo Borges é professor universitário, ensaísta e escritor. É sócio-fundador e membro do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, membro correspondente da Academia Brasileira de Filosofia, membro Fundador da APERel – Associação Portuguesa para o Estudo das Religiões, membro do Conselho de Direcção da Revista Lusófona de Ciência das Religiões, director da revista Cultura ENTRE Culturas, presidente da União Budista Portuguesa, ex-presidente e membro da Direcção da Associação Agostinho da Silva, Presidente do Partidos pelos Animais e pela Natureza (PAN).
Edgar Pêra é cineasta, com longo curriculum é apelidado de “inventor do cinema de guerrilha português” pois “escavou o seu próprio cinema”, contrariando o meio e descobrindo uma linguagem própria. Realizou o filme 25 de Abril Uma Aventura para a Democracia de que já aqui falámos.
Sobre o Maestro António Vitorino de Almeida, penso que será de todos conhecida a sua longa obra e intervenção na cultura portuguesa.