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EDITORIAL – UMA NOVA CASTA EUROPEIA E MUNDIAL

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Têm vindo a lume algumas informações sobre as situações privilegiadas que se têm criado na Europa e no resto do mundo, de que beneficiam directores, comissários e outros ocupantes de cargos em organismos de competência internacional, que detêm grandes responsabilidades nas políticas de austeridade que tanto têm prejudicado as populações de vários países. Têm merecido especial destaque notícias sobre pensões de reforma de montantes bastante significativos atribuídas a responsáveis directos por indicações sobre medidas de políticas, em princípio destinadas a reduzir a despesa pública com encargos sociais, entre os quais as pensões, a aplicar em países da União Europeia, entre os quais o nosso. O caso de Durão Barroso parece ser apenas um entre muitos, de particular relevo, é verdade.

Sobre este assunto recomendamos a leitura de um trabalho publicado ontem, 28 de Outubro, aqui n’A Viagem dos Argonautas, intitulado A reforma aos 50 anos e com 9.000 euros por mês para os funcionários da UE foi aprovada, seleccionado e montado pelo argonauta Júlio Marques Mota (ver link em baixo). É muito importante perceber que não estamos perante situações de excepção, que, em todo o caso, a ocorrerem, deveriam ser pelo menos detalhadamente justificadas, quando não pura e simplesmente proibidas. Estamos sim, perante um sistema montado para criar uma casta de incondicionais do sistema, que, como todas as castas, se renovará hereditariamente ou por cooptação. Essa casta, com fortes ligações ao sistema financeiro e aos aparelhos militares e de segurança, prepara-se para nos manter, a nós e aos nossos descendentes, sob a política dita de austeridade.

Alguns dirão que as reformas que constam dos elementos referidos no artigo acima citado não são maiores, nem foram atribuídas em condições mais escandalosas, do que algumas que são pagas no nosso país,  por organismos públicos vários. É verdade, mas é preciso ter em conta dois aspectos. Um é que muitos daqueles beneficiários vão para os seus países ou outros exercer novas funções. Dois, é os organismos a que pertenceram são directamente financiados pelos impostos pagos pelos que tiveram de aguentar (expressão de um banqueiro famoso) as políticas ditas de austeridade.

http://aviagemdosargonautas.net/2014/10/28/a-reforma-aos-50-anos-e-com-9000-euros-por-mes-para-os-funcionarios-da-ue-foi-aprovada/

 

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