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DE BRUXELAS, ONDE REINAM A IGNORÂNCIA E A MALDADE, À REALIDADE DOS PAÍSES EM IMPLOSÃO – 12. AS REMUNERAÇÕES DOS CONSELHEIROS MINISTERIAIS EXPLODEM! – montagem de textos de MICHEL REVOL, MARC VIGNAUD, RENÉ DOSIÈRE e outros, por JÚLIO MARQUES MOTA

Falareconomia1

 Selecção e tradução de Júlio Marques Mota

 

As remunerações dos conselheiros ministeriais explodem!

(continuação)

 II

Notas de René Dosière, traduzidas por Júlio Marques Mota.

Quarta-feira 29 de Outubro de 2014

Remunerações chocantes  nos gabinetes ministeriais

A recente publicação do documento consagrado “aos efectivos dos gabinetes ministeriais” (datado do 1º de Agosto) é particularmente interessante. Esta tem  indicações sobre as remunerações recebidas  por 333 membros de gabinete (ou seja 74% dos agentes em funções)  e sobre as indemnizações por funções  específicas (ISP) recebidas  por 286 agentes (em que alguns  figuram no 333 evocados acima). Por conseguinte procedi à uma análise, ministério por ministério, o que faz aparecer os elementos seguintes.

1) Em relação ao governo Ayrault (2013), as remunerações no governo Valls (2014) estão aumentado  fortemente : +7,1% para a remuneração bruta média de um agente e +4,3% para as indemnizações de funções específicas . Em contrapartida no gabinete do Primeiro-ministro, o aumento das remunerações é muito mais  limitado  e tendo em conta a baixa das indemnizações, a remuneração total de um membro de gabinete do Primeiro- ministro reduz-se de 1,3%. Atinge assim 13.134 euros.

2) Em 4 ministérios (sobre 10) a remuneração média (com exclusão dos  prémios) é superior à 9000 euros mensais. Em 2013, esta proporção era duas vezes mais fraca Inversamente,  num ministério sobre dez, a remuneração é inferior à 7000 euros, contra 3 sobre 10 no governo anterior, o de Ayrault.

3) Contrariamente à regra aplicada Elysée e Matignon, onde nenhum colaborador  ganha mais que o Presidente (ou o Primeiro Ministro) em 19 ministérios (ou seja 61%) a remuneração média dos membros de gabinete é superior à do ministro. Se a regra presidencial se  aplicasse, realizar-se-ia uma economia de 3,8 milhões de euros que correspondem a  11% do total das somas pagas  (remunerações globais).

4) O nível das remunerações nos gabinetes ministeriais é demasiado elevado. Sobretudo, o aumento destas remunerações é chocante. Enquanto que o governo impõe aos franceses esforços de rigor,  os membros dos gabinetes ministeriais não poderiam ficar dispensados destes mesmos esforços.

Renovo a minha proposta: nenhum membro de gabinete deveria receber  uma remuneração superior à de um ministro

PS: Pedi a 5 de Agosto de 2014 a cada ministro o montante das três remunerações mais elevadas e das três remunerações menos elevadas do seu gabinete. Até à data, recebi 2 respostas. Quando tiver as outras respostas, poderei melhorar e precisar esta análise das remunerações nos gabinetes ministeriais.

 Para consultar a análise que teno estado a realizar  veja-se :  COLOCAR LINK

 Les-rémunérations-dans-les-cabinets-ministeriels 2014     

Terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Efectivos dos gabinetes ministeriais em 2014: MENOS OU MAIS?

O tradicional anexo orçamental consagrado “aos efectivos dos gabinetes ministeriais” acaba de ser publicado. A imprensa não deixou de sublinhar a redução dos efectivos. É exacto, mas esta diminuição é, exclusivamente, devida ao  facto da baixa do número de ministros (37 no governo Ayrault do 1º de Agosto de 2013, 31 no governo Valls no 1º de Agosto de 2014). De facto, um estudo mais aprofundado, ao qual entreguei-me, mostra que os efectivos (civis) dos gabinetes existentes alteraram-se muito  pouco.

 Evolution globale des cabinets ministériels 2013-2014

(continua)

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Ver o texto de Michel Revol publicado ontem em A Viagem dos Argonautas. Ver também:

http://renedosiere.over-blog.com/article-remunerations-choquantes-dans-les-cabinets-ministeriels-124891817.html

 

 

 

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