O órgão é provavelmente o mais alemão dos instrumentos, tendo no seu repertório obras-primas de praticamente todos os grandes compositores germânicos. Partindo da figura primordial e lendária de Buxtehude, o mais proeminente representante da Escola de Órgão do Norte da Alemanha e mestre da retórica do Barroco, o organista e pianista britânico Jonathan Ayerst ilustra a tradição germânica do órgão desde o seu início à actualidade, percorrendo peças de Johann Sebastian Bach, Johannes Brahms e Wolfgang Rihm.
Na mesma sala, às 18 horas, os agrupamentos residentes e o Coro da Casa da Música apresentam “Tradição Coral Germânica”
Uma viagem ao repertório coral germânico através dos tempos. Hans Leo Hassler foi um pioneiro, o primeiro compositor alemão a partir para Itália para receber os ensinamentos de Andrea Gabrieli e descobrir a policoralidade veneziana. Foi colega do influente Giovanni Gabrieli que anos mais tarde ensinaria Heinrich Schütz, considerado o mais importante compositor alemão antes de Bach. Os dois foram protagonistas da transição do Renascimento para o Barroco e iniciaram o cunho de inovação que influenciou os compositores germânicos das gerações futuras e que marca ainda hoje a obra de Lachenmann.