Dia 18 de Janeiro, às 12 horas, na sala Suggia, inserido no Ciclo de Piano, Jonatan Ayerst apresenta:
Johann Sebastian Bach Komm, Heiliger Geist, BWV 651
Dietrich Buxtehude Prelúdio em Sol menor, Buxwv 149
Johann Sebastian Bach Trio Sonata VI em Sol maior, BWV 530
Wolfgang Rihm Sinfonia nº 1 para órgão, “Messe”
Johann Sebastian Bach Von Gott will ich nicht lassen, BWV 658
Johannes Brahms Prelúdio e fuga em Sol menor, WoO 10
O órgão é provavelmente o mais alemão dos instrumentos, tendo no seu repertório obras-primas de praticamente todos os grandes compositores germânicos. Partindo da figura primordial e lendária de Buxtehude, o mais proeminente representante da Escola de Órgão do Norte da Alemanha e mestre da retórica do Barroco, o organista e pianista britânico Jonathan Ayerst ilustra a tradição germânica do órgão desde o seu início à actualidade, percorrendo peças de Johann Sebastian Bach, Johannes Brahms e Wolfgang Rihm.
Na mesma sala, às 18 horas, os agrupamentos residentes e o Coro da Casa da Música apresentam “Tradição Coral Germânica”
Gregory Rose direcção musical
Programa:
Helmut Lachenmann Consolations II
Manuel Hidalgo Scherzo da Sinfonia nº 9 de Beethoven
Karlheinz Stockhausen Choral
Hans Leo Hassler Missa Seconda
Heinrich Schütz Motetes e salmos
Uma viagem ao repertório coral germânico através dos tempos. Hans Leo Hassler foi um pioneiro, o primeiro compositor alemão a partir para Itália para receber os ensinamentos de Andrea Gabrieli e descobrir a policoralidade veneziana. Foi colega do influente Giovanni Gabrieli que anos mais tarde ensinaria Heinrich Schütz, considerado o mais importante compositor alemão antes de Bach. Os dois foram protagonistas da transição do Renascimento para o Barroco e iniciaram o cunho de inovação que influenciou os compositores germânicos das gerações futuras e que marca ainda hoje a obra de Lachenmann.

