A Casa da Música vai debruçar-se, neste mês de Novembro, sobre o Barroco, de 01 a 24 de Novembro.
Em Ano Alemanha, o Festival À Volta do Barroco tem um rosto: Johann Sebastian Bach. Figura incontornável da História da Música Ocidental, o maior compositor do período Barroco é alvo de concertos monográficos por parte da Orquestra Barroca Casa da Música, que apresenta a Integral dos Concertos Brandeburgueses sob a direcção do aclamado Laurence Cummings, e da Akademie für Alte Musik Berlin, agrupamento que constitui uma referência maior da discografia internacional. Bach é igualmente uma figura central no programa do Coro Casa da Música, dedicado ao seu respeitadíssimo antecessor na música germânica, Heinrich Schütz, com motetos que assinalam o fim da Guerra dos 30 anos. É igualmente Bach que Heinz Holliger, um dos oboístas mais brilhantes de todos os tempos, vem interpretar à Casa da Música num concerto da Orquestra Sinfónica que desvenda a belíssima e original homenagem de Charles Koechlin ao eterno compositor de Leipzig.
As Sete Últimas Palavras de Cristo na Cruz são alvo de uma versão cénica com o actor João Reis e a música orquestral de Haydn, contando com uma nova recolha de textos que permite repensar a obra original e o seu significado no contexto da actualidade.
Fundada em 1982 na cidade de Berlim Este, a Academia de Música Antiga Berlim é desde o início uma referência na arte de bem interpretar a música do Barroco. Dirigida pelos seus quatro concertinos e pelos maiores maestros da actualidade, a orquestra tem uma das mais premiadas discografias a nível mundial. Dentro do seu vastíssimo repertório, Bach ocupa um lugar de eleição. No seu regresso à Casa da Música, onde interpretou Händel e Purcell no Festival À Volta do Barroco de 2009, apresenta cantatas de Bach e um dos Concertos para cravo mais populares do Barroco, obra plena de carácter rítmico, marcada por contantes diálogos entre o solista e a orquestra e por mudanças de coloridos resultantes da sua enorme variedade harmónica.
“Uma interpretação de grande beleza que muito deve à forma de tocar incisiva e bonita da Akademie für Alte Musik Berlin.” [The Classical Review]