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TERMINOU O FORUM ECONÓMICO MUNDIAL: QUEREMOS VIVER NUM MUNDO ONDE 1% DA POPULAÇÃO TEM MAIS DO QUE TUDO O RESTO?por clara castilho

O Fórum Económico Mundial terminou ontem, em Davos, Suiça. O terrorismo dominou as conversas dos líderes políticos, empresários e multimilionários que se juntaram em Davos para discutirem os grandes temas do mundo.

O Fórum Económico Mundial foi fundado em 1971 por Klaus Schwab, professor da Universidade de Geneva. É responsável pela organização de encontros anuais com a participação e colaboração das maiores e principais empresas do mundo. O principal objetivo é “melhorar a situação do mundo”, através de ações tomadas e executadas por líderes mundiais, grandes economistas, investidores e empresários. Os membros componentes do FEM preconizam a irreversibilidade da globalização, de forma que é preciso estudar e compreender os seus impactos sobre o mundo, de forma a minimizar os efeitos negativos e potencializar os seus pontos positivos.

É com muitas críticas que ativistas e militantes de movimentos de esquerda e antiglobalização vêm este Fórum. Depois da realização do I Fórum Social Mundial, em 2001, na cidade de Porto Alegre, as posições são mais claras. Será que contribui, de facto, para o progresso econômico? Será que não perpetua a agressão ao meio ambiente?

Neste ano esperavam-se 1700 jactos privados. Estiveram representados mais de 100 países, 40 chefes de estado. Só 17% eram mulheres.

 Em vésperas do arranque do Fórum Económico Mundial de Davos, a organização não-governamental britânica “Oxfam” divulgou o seu relatório anual. A principal conclusão mostra que, em 2016, quase metade da riqueza existente em todo o mundo vai pertencer a 1% da população. Os valores da Oxfam mostram que os 1% mais ricos aumentaram a riqueza entre 2009 e 2014 em quatro pontos percentuais, ou seja de 44 para 48%. Em 2016 o valor deve chegar aos 49,27% e em 2020 deve ultrapassar a barreira dos 50%. (http://www.oxfam.org/en/pressroom/pressreleases/2015-01-19/richest-1-will-own-more-all-rest-2016).

Em Davos, o objetivo da Oxfam é alertar para o facto de “mais de mil milhões de pessoas ainda viverem com pouco mais de um euro por dia (…) Queremos mesmo viver num mundo onde 1% da população tem mais do que todo o resto?

Alguém acredita que vão ser estes representantes estatais e este milionários que vão adoptar um plano de luta contra as desigualdades? Que vão ser eles que irão contrariar a evasão fiscal? Que vão ser eles a promover serviços públicos gratuitos? Que vão ser eles que criarão de sistemas de protecção social para os mais pobres?

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