NESTE DIA… Nikos Kazantzakis, Andre Breton e Toni Morrison – três escritores nascidos em 18 de Fevereiro
carlosloures
Com a Grécia na ordem do dia, nada como falar de um grande escritor grego – Nikos Kazantzakis que nasceu em 18 de Fevereiro de 1883 na cidade capital da ilha de Creta, Megálo Kástro, actual Heraklion, e morreu em 26 de Outubro de 1957 em Friburgo (Brisgóvia). Neste dia, em 1896, nasceu em Tinchebray (Orne), André Breton, o poeta que foi a figura mais destacada do movimento surrealista francês) foi um poeta e teórico do surrealismo que morreria em 28 de Setembro 1966 em Paris- Em 1931, no dia 18 de Fevereiro, nasceu em Lorain a ficcionista americana Toni Morrison, Prémio Nobel da Literatura de 1993. Foi também neste dia que, em 1899, nasceu o poeta António Aleixo – mas dele falaremos em post autónomo.
Níkos Kazantzakis(Νίκος Καζαντζάκης), poeta, romancista e humanista grego, considerado a mais importante figura da cultura helénica do século XX, tornou-se conhecido em todo o mundo quando´, em 1964, o realizador Michael Cacoyannis passou ao cinema o romance Zorba, o Grego, com uma inesquecível interpretação de Anthony Quinn. Kazantzakis é o autor grego contemporâneo mais traduzido. Nasceu em Creta, à época integrada no Império Otomano e estudou Direito em Atenas e depois em Paris, formando-se em Filosofia em 1909, com uma dissertação intitulada Friedrich Nietzsche e a Filosofia do Direito e do Estado. No seu regresso à Grécia, traduziu obras de filosofia. Em 1914 conheceu Angelos Sikelianós e aderiu à causa do nacionalismo grego. A sua filosofia de vida está contida numa breve passagem da sua obra Testamento para El Greco: “Um verdadeiro homem é o que resiste e luta; o que não tem medo de dizer não, nem mesmo a Deus, se tal for preciso”. Na sua luta em busca da verdade, percorreu o mundo e procurou os cenários mais críticos. Fazendo um jornalismo de vanguarda, esteve na Revolução soviética, na guerra dos Balcãs, na Revolução chinesa. Na cobertura da Guerra Civil de Espanha, ficou célebre a sua entrevista a Miguel de Unamuno.
André Breton, escritor francês. De família sem grandes recursos económicos, matriculou-se em Medicina, mas a mobilização interropeu esses numa área para a qual não sentia vocação. Em 1919 fundou com Louis Aragon e com Aragon e Philippe Soupault a revista Littérature e entra também em contacto com Tristan Tzara, fundador do Dadaísmo. Em colaboração com Soupault, escreve Les Champs magnétiques, passa à prática a teoria da escrita automática. Em 1924 publica o Primeiro Manifesto Surrealista. Em torno de Breton:, cria-se um núcleo constituído por, entre outros, Philippe Soupault, Louis Aragon, Paul Éluard, René Crevel, Robert Desnos, Benjamin Péret. O grupo surrealista. Mudar a vida , como preconizou Jean-Arthur Rimbaud, e transformar o mundo, como propôs Karl Marx, são os dois pressupostos dos surrealistas. Breton torna o surrealismo um movimento universal. Mais do que um movimento literário, abrange todos os domínios da arte, e entra no território da filosofia política ao pôr em questão a capacidade cognitiva dos seres humanos e os critérios e pressupostos com que coisas ou acontecimentos são avaliados.
Toni Morrison, escritora, editora e professora norte-americana, recebeu o Prémio Nobel da Literatura pelos seus romances fortes e que narram as experiências dolorosas de mulheres negras nos Estados Unidos nos séculos XIX e XX. O olho mais azul, seu livro de estreia em 1970, é um estudo sobre a etnia, o sexo e a beleza — temática que voltam a povoar os seus romances mais recentes, tais como Song of Solomon, de 1977, Amada, de 1987, Jazz, de 1992 e Paraíso, de 1997,-ganhou o Prêmio Pulitzer de melhor ficção e foi escolhido pelo jornal americano The New York Times como “a melhor obra da ficção americana dos últimos 25 anos”. Morrison escreveu peças, ensaios, literatura infantil e um libreto de ópera.