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CARTA DE LISBOA – O princípio de Pedro governa-nos – por Pedro Godinho

lisboa

 

O princípio de  Peter estabelece que, numa hierarquia, se tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência.

O princípio de Pedro determina que a incompetência é aliada do descaramento e lapsos de memória.

Nas empresas só conta quem as dirige, a eles tudo se deve, não fossem eles e os resultados não seriam grandiosos. Os trabalhadores é como se não existissem, quando são lembrados é como o custo demasiado elevado que a empresa suporta, como aqueles que estão sempre a procurar uma maneira de fugir ao trabalho e que é preciso controlar em permanência para obter alguma produtividade.

Assim se justifica que sejam tão bem pagos – afinal pouco para tanto que dão às empresas que dirigem.

No país só conta quem o governa, a eles tudo se deve , não fossem eles e o país cairia na ruína. Os cidadãos é como se não existissem, fora do momento eleitoral, quando são lembrados é como a despesa elevado que com eles o Estado suporta, como aqueles que estão sempre a procurar uma maneira de fugir aos impostos e obrigações e que é preciso controlar em permanência para que não andem a viver acima das suas possibilidades.

Assim se justifica que sejam eles a mandar no país, a representar a população e a decidir em nome dela, a cuidar do seu bem, e a usufruir dalguns benefícios e privilégios – afinal tão poucos para tanto que se sacrificam pelo bem geral.

É mero pormenor que, uns e outros, quando confrontados com a sua responsabilidade nos mostrem, afinal, que nada sabiam ou fizeram, que o que assinaram e decidiram fizeram-no com base no parecer técnico, que eram outros quem verdadeiramente mandava. Uns alzheimers de trazer por casa.

Tão bons e incriticáveis que eram; afinal pequenos cobardes, incompetentes, impotentes e desmemorizados.

Por quanto mais tempo vamos aceitar que abusem de nós?

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