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EDITORIAL – COM SMS NOS GOVERNAM

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Por estes dias temos ouvido falar muito em sms. O sms de António Costa a um jornalista foi um deles. Por causa disso Paulo Rangel acusou-o de fazer bullying ao jornalista, ao jornal e à liberdade de expressão. Ferreira Fernandes, no Diário de Notícias, comentou o assunto numa nota interessante, que podem ler no primeiro link abaixo. Comentamos nós, secundando Ferreira Fernandes (acreditamos que ele não se ofende): realmente o que é um pequeno sms, para assustar alguém? As ameaças que pesam todos os dias sobre os portugueses, essas não cabem num sms, de certeza.

Melhor ainda foi ter aparecido na biografia autorizada de Passos Coelho (mas o homem já tem biografia? Qualquer dia terá de publicar outra, não? Editoras, atenção!) que Paulo Portas, em 2013, pediu a sua demissão irrevogável por sms. Choveram os protestos do lado do CDS, parceiro do PSD no actual governo e na candidatura às próximas legislativas. Afinal, parece que o pedido foi por sms e por carta. Vejam o segundo link.

Não se contesta o direito de tão ilustres figuras tratarem dos seus assuntos por sms, ou por qualquer outro meio de comunicação. Mas com esta valorização ou desvalorização, da forma ou do conteúdo de um sms, chegamos ao ponto fulcral. Por detrás de todo o espectáculo, como vai ser? Para começar o actual governo, que pretende continuar a sê-lo, poderia (deveria) explicar-nos em pormenor como é possível, depois de nos fazer passar tantos apertos, termos uma dívida pública cada vez maior? Claro que isso não cabe num sms.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=4551323&seccao=Ferreira%20Fernandes&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco

http://www.tvi24.iol.pt/politica/passos-coelho/sms-de-demissao-de-portas-existiu-assim-como-a-carta-oficial

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