Devo dizer até que, curiosamente, a solução que acabou por desbloquear o último problema em aberto – que era justamente a solução quanto à utilização do fundo – partiu de uma ideia que eu próprio sugeri. Até tivemos por acaso uma intervenção que ajudou a desbloquear o problema.
Naturalmente que esta frase de Pedro Passos Coelho sobre a solução para o problema grego, dita por outra pessoa intelectualmente mais credível talvez até passasse despercebida. Mas na boca de um indivíduo que se tem distinguido por uma pesporrência oca, soa de forma ridícula, um pouco como o velho «boneco» que Herman José interpretava . «Eu é que sou o preeeesidente!»
A frase dita pelo chefe do executivo português numa conferência de imprensa destinada a fazer um balanço do acordo europeu com a Grécia,» tem sido explorada por redes sociais e por blogues já foi adotada pelas redes sociais. «Por acaso a ideia foi minha» ameaça transformar-se em frase cómica, em modismo que ouviremos a cada momento, a propósito e a despropósito. O facto de um primeiro-ministro ter uma ideia não devia ser motivo de chacota – como se o Emplastro afirmasse ser o autor da Teoria da Relatividade. Será que esta equipa de incompetentes vaidosos e vazios de ideias, será capaz de extrair ilações desta onda de hilaridade que Passos Coelho desencadeou ao afirmar ter tido uma ideia.
«Por acaso» é uma nota de modéstia que ~repõe tudo no lugar. Por acaso, Passos Coelho teve uma ideia. Não voltará a acontecer.